Moda, consumo e tendências:

como a televisão e os influenciadores digitais instigam a moda no Brasil.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1982615x14332021108

Palavras-chave:

Moda, consumo, tendências

Resumo

O presente artigo pretende discutir as relações entre a moda e a mídia e sua influência nas ações de consumo das pessoas. Tem como objetivo mostrar que as tendências de consumo são utilizadas pelas empresas para endossarem o processo de compra de algum produto. Tais tendências representam as inclinações dos consumidores e podem indicar as transformações vindouras no consumo dos produtos. A metodologia utilizada foi um estudo bibliográfico de como o desenvolvimento dos meios de comunicação, em particular a televisão, no Brasil e também uma análise de duas campanhas publicitárias com duas celebridades distintas a fim de entender como o endosso foi utilizado pela empresa. Foi percebido que utilizar celebridades ou influenciadores digitais é uma estratégia de marketing que se mostra eficaz quando se trata de apresentação ou venda de um produto, desde que tal celebridade apresente empatia e afinidade com o que é divulgado.

Biografia do Autor

Teresa Campos Viana Souza, Universidade do Estado de Minas Gerais

Doutora em Cultura, gestão e processos em Design pela Universidade do Estado de Minas Gerais (previsão de conclusão 2020). Mestre em Design e Sustentabilidade pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2012). Pós Graduada em Gestão do Design para Micro e Pequenas Empresas pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2012). Graduação em Design de Moda pela Universidade FUMEC (2008). Foi a designer de moda responsável pela área de pesquisa de tendências da empresa IMA Têxtil LTDA. Foi professora bolsista da disciplina Cultura de Moda do curso Produção de Moda Coltec/Pronatec. Professora das disciplinas Design em Moda, Sintaxe Visual, Projeto Interdisciplinar, LAI e outras no Centro Universitário Uni-BH. Atualmente é professora do Centro Universitário Uni-BH e, atuando principalmente nos seguintes temas: design, moda, estilo, produtos e sustentabilidade.

Rita Ribeiro, Universidade do Estado de Minas Gerais

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Design da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais. Líder do grupo de pesquisa do CNPq Design e Representações Sociais, pesquisadora do Centro de Pesquisa DEsign & Representações Sociais, integrante do Grupo de Pesquisa Presente Y Futuro Del Diseño, da Universidad de Palermo, Argentina.Membro da Câmara de Assessoramento da Área de Ciências Sociais Aplicadas da FAPEMIG. Graduada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1984) e Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000). É doutora em Geografia (2008) pela UFMG.Tem experiência Design e Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: design e representações sociais envolvendo os processos de consumo, culturas urbanas, audiovisual, design emocional e divulgação científica.

Referências

BAUMAN, Zygmunt. A cultura no mundo líquido moderno. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

BOURDIEU, Pierre. Razões Práticas: sobre teoria da ação. Campinas: Papirus, 2017

CALDAS, Dario. Observatório de sinais: teoria e prática da pesquisa de tendências. São Paulo, Observatório de Sinais, 2013.

CASTRO, M; COSTA, N. Figurino – o traje de cena, Iara – Revista de Moda, Cultura e Arte, São Paulo, v. 3, n. 1, 2010.

COUTINHO, Camila. Estúpida, eu?: a blogueira que conquistou seu lugar no mundo da moda. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2018.

CRANE, Diane. Reflexões sobre a moda: o vestuário como fenômeno social. In: Cultura e consumo: estilos de vida na contemporaneidade/ Maria Lucia Bueno, Luiz Octávio de Lima Camargo. Organizadores. – São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2008.

CUNHA, V. M. A moda na mídia: a telenovela como expoente. Uma análise de Viver a vida. 2009. Monografia (Bacharelado em Comunicação Social) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2009. Disponível em <http://hdl.handle.net/10183/32945>. Acesso em: 10 mai. 2018.

DURKHEIM, Émile. As Regras do Método Sociológico. 3. ed. São Paulo: Martins Fonte, 2007. Tradução de Paulo Neves.

FREITAS, Ricardo F. Comunicação, consumo e moda: entre os roteiros das aparências. In: Comunicação, mídia e consumo/Escola Superior de Propaganda e Marketing. v.2, n.4 (julho 2005) – São Paulo: ESPM, 2005.

HINERASKY, Daniela Aline. O Instagram como plataforma de Negócio de Moda: dos “it-bloggers” às “it-marcas”. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE COMUNICAÇÃO E CONSUMO (COMUNICON), 8 a 10 out. 2014. Anais... 2014. ISBN:978-85-99790-21-2. Disponível em: http://www.espm.br/download/Anais_Comunicon_2014/links/GT06.html

LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

LINDKVIST, Magnus. O guia do caçador de tendências: como identificar as forças invisíveis que moldam os negócios, a sociedade e a vida. São Paulo: Editora Gente, 2010.

MCCRAKEN, Grant. Cultura & Consumo II. Rio de Janeiro: Mauad, 2012.

RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. A cidade e a moda: novas pretensões, novas distinções – Rio de Janeiro, século XIX. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002. 172 p.

ROCHE, Daniel. A cultura das aparências: uma história da indumentária (séculos XVII – XVIII). São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007.

RIEZU, Marta Domínguez. Cool Hunters: caçadores de tendências na moda. Tradução de, Paulo Augusto Almeida Seemann. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2011.

SIMMEL, G. Filosofia da moda e outros escritos. Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2008.

SILVA, C.R.M; TESSAROLO, F.M. Influenciadores Digitais e as Redes Sociais Enquanto Plataformas de Mídia. In: Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. São Paulo, 05 a 09/09/ 2016

THOMPSON, Derek. Hit makers: como nascem as tendências. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2018. 368 p.

Downloads

Publicado

2021-07-01