CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO “CRIAR PARA INFORMAR”

Autores

  • Nathalia de Oliveira Pires Universidade Estadual do Ceará
  • Giovana Barroso de Melo Rios Universidade de Fortaleza
  • Juliana Ciarlini Costa Universidade Estadual do Ceará
  • Lucas Lessa de Sousa Universidade Estadual do Ceará
  • Raquel Matoso Freire Universidade Estadual do Ceará
  • Tatiana Paschoalette Rodrigues Bachur Universidade Estadual do Ceará https://orcid.org/0000-0002-1975-9995
  • Gislei Frota Aragão Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.5965/259464124177

Palavras-chave:

Educação em Saúde. Mídias Sociais. Música. Autismo

Resumo

Resumo: A arte e as redes sociais podem ser utilizadas como ferramentas de inclusão social e estímulo às interações sociais entre indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) e aqueles com desenvolvimento chamado típico, bem como funcionar como importantes e acessíveis instrumentos de disseminação de informações acerca do TEA. O presente tem por objetivo relatar a relevância do projeto “Criar para informar”, realizado pelo Grupo de Estudos em Neuroinflamação e Neurotoxicologia – GENIT/UECE, no ano de 2019, por meio de duas estratégias: (a) participação em eventos públicos com a apresentação de uma canção autoral e (b) uso de um mascote virtual nas redes sociais para popularizar informações sobre o autismo. Em dois eventos sobre o Transtorno do Espectro Autista, ambos realizados em abril de 2019, o projeto de extensão “Criar para Informar” apresentou a canção autoral “Pedacinhos”, que chama atenção para a conscientização sobre o transtorno. Como resultado, a canção mostrou-se, nas duas ocasiões, uma ferramenta de engajamento do público presente, gerando empatia e resgatando a atenção para a temática exposta. Outra estratégia, as mídias digitais divulgadas em redes sociais através da utilização de um mascote virtual também obteve êxito ao longo do ano de 2019, uma vez que apresentou, ao grande público, informações relevantes de maneira didática e ilustrativa, que contribuíram para uma comunicação eficaz direcionada à população em geral. Conclui-se que a introdução de elementos artísticos, seja via presencial ou através de meios digitais, são práticas bem recebidas pelo público e contribuem para a popularização do conhecimento científico, neste caso, especificamente sobre o transtorno do espectro autista.

Biografia do Autor

Nathalia de Oliveira Pires, Universidade Estadual do Ceará

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará

Giovana Barroso de Melo Rios, Universidade de Fortaleza

Acadêmica de Medicina da Universidade de Fortaleza

Juliana Ciarlini Costa, Universidade Estadual do Ceará

Acadêmica de Medicina da Universidade Estadual do Ceará

Lucas Lessa de Sousa, Universidade Estadual do Ceará

Acadêmico de Medicina da Universidade Estadual do Ceará

Raquel Matoso Freire, Universidade Estadual do Ceará

Acadêmica de Medicina da Universidade Estadual do Ceará

Tatiana Paschoalette Rodrigues Bachur, Universidade Estadual do Ceará

Docente do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará

Gislei Frota Aragão, Universidade Estadual do Ceará

Docente do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará

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Publicado

2021-01-14

Como Citar

PIRES, N. de O.; RIOS, G. B. de M.; COSTA, J. C.; DE SOUSA, L. L.; FREIRE, R. M.; BACHUR, T. P. R.; ARAGÃO, G. F. CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO “CRIAR PARA INFORMAR”. Cidadania em Ação: Revista de Extensão e Cultura, Florianópolis, v. 4, n. 1, p. 76-89, 2021. DOI: 10.5965/259464124177. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/cidadaniaemacao/article/view/16908. Acesso em: 26 set. 2021.