Composição físico-química de sucos de uva elaborados na região do Planalto Norte Catarinense, safra 2021

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811712222023295

Palavras-chave:

Vitis labrusca L., viticultura, maturação

Resumo

Devido à viticultura ser uma atividade em processo de consolidação na região do Planalto Norte Catarinense, os produtores não realizam um acompanhamento da qualidade físico-química dos seus produtos, com o objetivo de comparar e atender a legislação brasileira vigente e os padrões de qualidade. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização físico-química de sucos de uva elaborados na região do Planalto Norte Catarinense na safra 2021. O presente estudo foi realizado no Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC Câmpus Canoinhas, abrangendo a região do Planalto Norte Catarinense - Santa Catarina. As avaliações foram realizadas em triplicata, sendo avaliados as variáveis: densidade relativa (g mL-1), sólidos solúveis (°Brix), Grau Glucométrico (°Babo), acidez titulável total (meq L-1) e pH. Observou-se para as dez amostras avaliadas, valores médios de densidade relativa de 1,0476 g mL-1. Para o teor de sólidos solúveis (°Brix) observou-se valor médio de 11,79° Brix. O grau glucométrico, expresso em °Babo, apresentou entre as amostras avaliadas valor médio de 9,82 °Babo, com valores variando de 7,0 a 15,0 °Babo. O valor médio para a variável acidez total titulável foi de 75,6 meq L-1, com valores entre 63,0 a 89,2 meq L-1. Observou-se valor médio de 3,32 para o pH das amostras, com valores variando de 3,2 a 3,62. O Planalto Norte Catarinense possui potencial para a elaboração de sucos de uva de qualidade, contudo, é importante atentar-se ao ponto de maturação das uvas colhidas, com intuito de obter produtos com maiores teores de sólidos solúveis, grau glucométrico e densidade relativa, além da necessidade de refinar o processo de elaboração.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABE LT et al. 2007. Compostos fenólicos e capacidade antioxidante de cultivares de uvas Vitis labrusca L. e Vitis vinifera L. Ciência e Tecnologia Alimentos 27: 394-400.

AMARAL FM et al. 2010. Caracterização física e físico-química da uva Merlot cultivada em Urupema na Safra de 2009. Caderno de publicações acadêmicas 2: 32-34.

BRASIL 2018. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução normativa n° 14, de 8 de fevereiro de 2018. Complementação dos Padrões de Identidade e Qualidade do Vinho e Derivados da Uva e do Vinho. Brasília: Diário Oficial da República Federativa do Brasil.

BENDER A et al. 2018. Perfil físico-químico e sensorial de sucos de uva brancos produzidos por extração a quente. Revista Eletrônica Científica UERGS 4: 743-751.

BOTELHO VR et al. 2018. Uva do plantio à colheita. Viçosa: UFV. 185 p.

CHAVES MCV et al. 2004. Caracterização físico-química do suco da acerola. Revista de Biologia e Ciência da Terra 4: 1-10.

CHIAROTTI F et al. 2011. Melhoria da qualidade de uva 'Bordô' para produção de vinho e suco de uva. Revista Brasileira de Fruticultura 33: 618-624.

CRISTÓFOLI B et al. 2008. Influência do tempo de extração na composição do suco de uva elaborado pelo método de arraste de vapor. In: XII Congresso Brasileiro de Viticultura e Enologia. Anais... Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho. 170p.

DUTRA M et al. 2019. Tipificação de propriedades leiteiras administradas por jovens agricultores na região do Planalto Norte Catarinense. Desenvolvimento Regional em debate 9: 387-401.

EMBRAPA. 2016. Novo sistema para elaboração de suco de uva integral em pequenos volumes. Bento Gonçalves, Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/146403/1/Suquificador-portal.pdf>. Acesso em: 15 Jul. 2022.

LOPES IA et al. 2017. Análises físico-químicas em sucos de uva: integral, reprocessado, concentrado e desidratado comercializados em Garanhuns-PE. Revista Brasileira de Agrotecnologia 7: 45 - 48.

MARZAROTTO V. 2005. Suco de uva. In: VETURINI FILHO WG. Tecnologia de bebidas: matéria-prima, processamento, BPF/APPCC, legislação e mercado. São Paulo: Edgar Blücher, 550 p.

MELLO LMR & MACHADO CAE. 2021. Viticultura brasileira: panorama 2020. Comunicado técnico 223. Bento Gonçalves: Embrapa. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/227610/1/ComTec-223-21.pdf>. Acesso em: 16 Jul. 2022.

MORAES V & LOCATELLI C 2010. Vinho: uma revisão sobre a composição química e benefícios à saúde. Evidência 10: 57-68.

OIV. 2012. Organisation Internationale de la Vigne et du Vin. Recueil des Méthodes Internationales d’Analyse des Vins et des Moûts. Paris: Organisation Internationale de la Vigne et du Vin.

PEYNAUD E. 1997. Connaissance et travail du vin 2.ed. Paris: Dunod, 341 p.

PINHEIRO ES et al. 2009. Estabilidade físico-química e mineral do suco de uva obtido por extração a vapor. Revista Ciêcnia Agronômica 40: 373-380.

RIZZON LA. 2010. Metodologia para análise de mosto e suco de uva. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. 78 p.

RIZZON LA & LINK M. 2006. Composição do suco de uva caseiro de diferentes cultivares. Ciência Rural, 26(2), 689-692.

RIZZON LA & MENEGUZZO J. 2007. Suco de uva. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/11888/2/00081370.pdf>. Acesso em: 16 Jul. 2022.

ROBASKEWICZ F et al. 2016. Determinação do teor de polifenóis totais e outras características físico-químicas em sucos de uva comerciais. Unoesc & Ciência 7: 159-166.

SANTANA MTA et al. 2008. Caracterização de diferentes marcas de sucos de uva comercializados em duas regiões do Brasil. Ciência e Agrotecnologia 32: 882-886.

SCHMIDT E et al. 2022. Diagnóstico do processo de elaboração de vinhos no Planalto Norte Catarinense. Research, Society and Development 11: e245111032713.

TOALDO IM et al. 2015. Bioactive potential of Vitis labrusca L. grape juices from the southern region of Brazil: Phenolic and elemental composition and effect on lipid peroxidation in healthy subjects. Food Chemistry, 173, 527-535.

WROLSTAD RE et al. 2005. Tracking color and pigment changes in antocyanin products. Trends in Food Science & Technology 16: 423-428.

WURZ DA et al. 2020. Quebra de dormência da videira ‘Niágara Branca’ com a utilização de cianamida hidrogenada no Planalto Norte Catarinense. Scientia Vitae 10: 13-20.

WURZ DA & JASTROMBEK JM 2022. Caracterização dos produtores rurais e sistema produtivo da viticultura no Planalto Norte Catarinense. Desenvolvimento Regional em debate 12: 424-435.

Downloads

Publicado

2023-05-31

Como Citar

SCHMIDT, Eduarda et al. Composição físico-química de sucos de uva elaborados na região do Planalto Norte Catarinense, safra 2021. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 22, n. 2, p. 295–302, 2023. DOI: 10.5965/223811712222023295. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/22607. Acesso em: 17 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 > >>