EDUCAÇÃO PELA ARTE DO GRAFITE EM UMA ESCOLA PÚBLICA: UMA PROPOSTA DE PARTICIPAÇÃO

Autores

  • Luciane Izabel Ferreira Henckemaier Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984317812022016141

Palavras-chave:

educação, escola, prática artística, grafite

Resumo

Educar pela arte é uma alternativa instigante frente ao processo de globalização, onde as tecnologias e meios midiáticos promovem a virtuosidade de expressões, deixando, de certa forma, o trabalho artístico alienado. O fazer artístico deve ser exercitado na escola, de forma que o estudante tenha contato com a experimentação e a prática artística. A abordagem feita neste artigo tem por objetivo elencar questões pertinentes a uma educação pela humanização, em que a escola é protagonista na sua efetivação, e o professor como mediador, numa proposta sócio-histórica. A prática do grafite foi fundamental para exercício da sensibilização e criticidade, oportunizando a manifestação de ideias e mensagens pela arte do grafite em um ponto de ônibus em frente à Escola de Educação Básica Industrial de Lages, em Lages, Santa Catarina. Este artigo é uma adaptação de um dos capítulos de uma dissertação de Mestrado em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), desenvolvida a partir dos relatos da prática de grafite em Lages.

Biografia do Autor

Luciane Izabel Ferreira Henckemaier, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Professora de Arte Efetiva na Rede Pública Estadual - SED Mestranda no PPGAV - Ceart - UDESC - Florianópolis

Referências

BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2012.

FERREIRA, Sueli (Org). O Ensino das Artes: Construindo Caminhos. Campinas: Papirus, 2001, 224p.

FURTADO, Janaina Rocha. Tribos urbanas: os processos coletivos de criação no graffiti. Psicol. Soc., Abr 2012, vol.24, no.1, p.217-226. ISSN 0102-7182.

HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

IBGE. Sinopse do Censo Demográfico 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: 2010. Disponível em: <http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/

index.php?uf=42&dados=0>. Acesso em: 30 mai. 2016.

REIS, Alice Casanova dos et al. Mediação pedagógica: reflexões sobre o olhar estético em contexto de escolarização formal. Psicol. Reflex. Crit., 2004, vol.17, no.1, p.51-60. ISSN 0102-7972.

SAVIANI, D.. Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. / 8. ed. Revisada e ampliada – Campinas, SP : Autores Associados, 2003.

SILVA, Rodrigo Lages e. Escutando a adolescência nas grandes cidades através do grafite. Psicol. cienc. prof., Dez 2004, vol.24, no.4, p.2-11. ISSN 1414-9893

TAVARES, Andréa. Ficções urbanas: estratégias para a ocupação das cidades. ARS (São Paulo), 2010, vol.8, no.16, p.21-30. ISSN 1678-5320.

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. As ideias estéticas de Marx. Tradução: Carlos Nelson Coutinho. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

ZANELLA, Andréa Vieira et al. Movimento de objetivação e subjetivação mediado pela criação artística. Psico-USF (Impr.), Dez 2005, vol.10, no.2, p.191-199. ISSN 1413-8271.

ZANELLA, Andréa Vieira. Atividade, significação e constituição do sujeito: considerações à luz da Psicologia Histórico-Cultural. Psicol. estud., Abr 2004, vol.9, no.1, p.127-135. ISSN 1413-7372.

Downloads

Publicado

2016-09-01