O corpo-teia: a dança como dispositivo de mediação

Autores

  • Aila Regina Silva Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Dança, Percepção, Mediação, Diversidade, Inclusão

Resumo

A dança é linguagem capaz de comunicar-se por si, unicamente pelo gesto. Este artigo debruça-se sobre a dança como ferramenta de mediação com enfoque na nas reflexões geradas a partir do perceber. Com base no projeto realizado em 2016 “Dançando no Museu”, que consiste numa série de vivências com dança no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo-MAC/USP, aberto e acessível a todo público, com e sem deficiência física e/ou intelectual, com o objetivo de buscar um denominador comum entre os participantes e abrir um diálogo sobre arte contemporânea. Analisamos o resultados dessa experiência e discutimos a percepção a partir da fenomenologia de Merleau-Ponty, revisando o ser-no-mundo por um prisma coletivo, sem excluir a malha social ao qual o ser pertence e é pertencido. Também o argumento do senso coletivo é trazido na filosofia de Jacques Ranciere, onde exploramos as questões advindas da produção das vivências, como a inclusão e as barreiras para uma comunicação horizontal.

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Biografia do Autor

Aila Regina Silva, Universidade de São Paulo

Bailarina, performer, diretora de arte e pesquisadora. Mestra em Arte Contemporânea com ênfase em Dança e Performance pela Universidade de São Paulo. Desenvolveu o “Dançando no Museu”, mediação com dança no Museu de Arte Contemporânea MAC-USP, e é integrante do Corpo Cênico Núcleo de Dança.

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Publicado

2019-04-01

Como Citar

SILVA, A. R. O corpo-teia: a dança como dispositivo de mediação. Revista Educação, Artes e Inclusão, Florianópolis, v. 15, n. 2, p. 233-253, 2019. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/arteinclusao/article/view/11782. Acesso em: 30 nov. 2022.

Edição

Seção

Relatos de Experiência