ASSISTÊNCIA À SAÚDE DO IDOSO INTEGRANTE DA UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) DA UNIFAL-MG

Luciene Alves Moreira Marques, Ricardo Radighieri Rascado, Sandra Maria Oliveira Morais Veiga, Mariane Gonçalves Santos, Luciana Yamakami Camilo, Mariana Cirillo Diniz, Patricia Alves Franco Gehring, Tânia Elisa Breda de Martini, Williana Fernandes de Oliveira, Cássia Fernanda Oliveira Alencar

Resumo


O Brasil vivencia o processo de envelhecimento populacional à semelhança dos países desenvolvidos. Esta transição demográfica caracteriza-se por um aumento significativo de pessoas idosas. Isto se verifica, por meio da melhora da qualidade de vida, que “é a satisfação harmoniosa dos objetivos e desejos de alguém, além de implicar numa idéia de felicidade, ou seja, a ausência de aspectos negativos”. As conseqüências cronológicas e psicológicas do envelhecimento variam de pessoa para pessoa, dificultando a adoção de uma única definição de envelhecimento. O envelhecimento não é uma doença, porém pode tornar o indivíduo mais susceptível a elas. Embora não possam ser evitadas, algumas alterações encontradas no envelhecimento podem ser modificadas por bons hábitos e mudança de estilo de vida. Outras podem ser terapeuticamente controladas, de modo que seu impacto sobre os idosos seja mínimo. Entretanto, a terapêutica deve ser efetiva, segura e necessária. O objetivo desse trabalho foi levantar o perfil farmacoterapêutico dos idosos integrantes da UNATI. O trabalho foi realizado na Farmácia-Escola da Universidade Federal de Alfenas, no período de fevereiro a julho de 2007. Foram entrevistados 50 idosos, sendo 92% do sexo feminino e 8% do sexo masculino. Para a coleta de dados foi utilizado um instrumento contendo perguntas sobre: escolaridade, condição sócio-econômica, condições de saúde e medicamentos utilizados, hábitos higiênico-dietéticos e outros dados relevantes. Os idosos integrantes da UNATI têm idade superior a 50 anos. Vinte e quatro porcento dos idosos utilizam 2 medicamentos, 16% utilizam 3 medicamentos, 12% utilizam 1 medicamento ou 5 medicamentos ou nenhum medicamento, 10% utilizam 6 medicamentos, 6% utilizam 4 medicamentos e 2% utilizam 7, 8, 9 ou 10 medicamentos diferentes. Os medicamentos mais usados são: omeprazol 20 mg, sinvastatina 20 ou 10 mg, gingko biloba 80 ou 120 mg, AAS 100 mg, alendronato de 70 mg e cálcio + Vitamina D3 (concentrações variadas). Os pacientes que utilizam mais de 5 medicamentos, ou apresentam algum efeito indesejado decorrente do tratamento, ou algum parâmetro alterado (glicemia, colesterol, TSH, etc) ou que possuem baixa adesão ao tratamento foram selecionados para o Seguimento Farmacoterapêutico segundo o Método Dáder. Independentemente da utilização de medicamentos, todos os idosos foram submetidos a exames laboratoriais de rotina: hemograma, uréia, creatinina, urina I, parasitológico de fezes, glicemia de jejum e colesterol total e frações. Os exames em muitos casos são uma ferramenta de avaliação da efetividade do tratamento farmacológico. Pode-se observar pelos resultados que apenas uma pequena proporção dos idosos (12%) utilizam a polifarmácia, ou seja, utilizam 6 ou mais medicamentos. Isto é um fator positivo para o tratamento, pois quanto maior o número de medicamentos utilizados, maior a probabilidade de ocorrência de interações medicamentosas e de reações adversas.

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Cidadania em Ação: Revista de Extensão e Cultura, Florianópolis, Brasil. ISSN 2594-6412 (eletrônico)