Manejo de plantas daninhas em milho RR® com herbicidas aplicados isoladamente ou associados ao glyphosate

Felipe José Menin Basso, Leandro Galon, César Tiago Forte, Luciane Renata Agazzi, Felipe Nonemacher, Gismael Francisco Perin, Renan Carlos Fiabani, Fábio Luís Winter

Resumo


Objetivou-se com este trabalho avaliar a eficácia e a seletividade de herbicidas aplicados isoladamente ou em mistura de tanque na cultura do milho RR®. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos avaliados foram: testemunha infestada, testemunha capinada, glyphosate, glyphosate + [atrazine + simazine], glyphosate + [atrazine + simazine], glyphosate + tembotrione, glyphosate + mesotrione, glyphosate + nicosulfuron, glyphosate + 2,4-D, glyphosate + [atrazine + S-metolachlor], glyphosate + [atrazine + S-metolachlor], glyphosate + S-metolachlor, glufosinate ammonium, [nicosulfuron + mesotrione], glyphosate + [nicosulfuron + mesotrione] e glyphosate + [nicosulfuron + mesotrione] + [atrazine + simazine]. A fitotoxicidade ocasionada pelos herbicidas ao híbrido de milho SYN Supremo VIP3 e o controle de Urochloa plantaginea e de Digitaria ciliaris foram avaliados aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação dos tratamentos. Na pré-colheita da cultura, determinou-se o controle das plantas daninhas e, em dez plantas por unidade experimental, foram analisadas as variáveis relacionadas aos componentes de rendimento de grãos, como altura de inserção da espiga, comprimento da espiga, o número de fileiras e de grãos por fileiras e por espigas de milho. Na colheita do milho, avaliou-se a massa de mil grãos e a produtividade de grãos. Observou-se que todos os tratamentos herbicidas ocasionaram baixa fitotoxicidade ao milho, exceto a mistura em tanque aplicada em pós-emergência composta por glyphosate + 2,4-D e glyphosate + mesotrione, que demonstraram as maiores injúrias nas quatro épocas avaliadas. A maioria dos herbicidas mostrou bom controle de D. ciliaris e U. plantaginea, com exceção da mistura de glyphosate + 2,4-D na pré-colheita. A mistura em tanque de glyphosate + [atrazine + simazine] aplicada em pós-emergência demonstrou a maior produtividade de grãos. Conclui-se que, dependendo da associação de herbicidas, ocorre efeito sinérgico tanto para o controle das plantas daninhas como para a fitotoxicidade da cultura, sendo a produtividade de grãos a principal variável influenciada.


Palavras-chave


Digitaria ciliaris, Urochloa plantaginea, Zea mays.

Texto completo:

PDF

Referências


ADEGAS FS et al. 2011. Manejo de plantas daninhas em milho safrinha em cultivo solteiro ou consorciado à Braquiária ruziziensis. Pesquisa Agropecuária Brasileira 46: 1226-1233.

AGOSTINETTO D & VARGAS L. 2014. Resistência de plantas daninhas a herbicidas no Brasil. Pelotas: UFPel. 398p.

BARROS AC et al. 2000. Efeito de herbicidas de pós-emergência, aplicados em várias épocas, comparados com atrazine + metolachlor, em pré-emergência, na cultura do milho. Revista Brasileira de Herbicidas 1: 207-212.

CARVALHO FT et al. 2010. Eficácia e seletividade de associações de herbicidas utilizados em pós-emergência na cultura do milho. Revista Brasileira de Herbicidas 9: 35-41.

CONAB. 2017. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos. Disponível em: http://www.conab.gov.br. Acesso em: 10 jan. 2017.

CQFS-RS/SC. 2004. Comissão de Química e Fertilidade do Solo. Manual de adubação e calagem para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 10.ed. Porto Alegre. 400p.

DAN HA et al. 2010. Controle de plantas daninhas na cultura do milho por meio de herbicidas aplicados em pré-emergência. Pesquisa Agropecuária Tropical 40: 388-393.

DUARTE ECC et al. 2016. Manejo de herbicidas no controle de plantas daninhas e sua influência no crescimento e produção do milho híbrido AG 1051. Agropecuária Técnica 37: 71-80.

FAO. 2017. Food As AgriculturalOrganization. FAOSTAT data base for agriculture. Disponível em: http://faostat.fao.org/site/339/default.aspx. Acesso em: 10 jan. 2017.

FORNASIERI FILHO D. 2007. Manual da cultura do milho. Jaboticabal: FUNEP. 576p.

FREITAS SP et al. 2009. Fitotoxicidade de herbicidas a diferentes cultivares de milho-pipoca. Planta Daninha 27: 1095-1103.

GALON L et al. 2008. Períodos de interferência de Brachiaria plantaginea na cultura do milho na região Sul do Rio Grande do Sul. Planta Daninha 26: 779-788.

GALON L et al. 2010. Avaliação do método químico de controle de papuã (Brachiaria plantaginea) sobre a produtividade do milho. Pesquisa Agropecuária Tropical 40: 414-421.

GALON L et al. 2012. Eficiência de controle de Brachiaria brizantha e seletividade dos herbicidas {(diuron + hexazinone) + MSMA} aplicados à cultura da cana-de-açúcar. Planta Daninha 30: 367-376.

JAKELAITIS A et al. 2006. Efeitos de herbicidas no controle de plantas daninhas, crescimento e produção de milho e Brachiaria brizantha em consórcio. Pesquisa Agropecuária Tropical 36: 53-60.

KARAM D & MELHORANÇA AL. 2002. Cultivo do milho: plantas daninhas. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo (Comunicado técnico, 58).

MARCHESAN ED et al. 2013. Controle de papuã (Urochloa plantaginea) e produtividade de milho em solo argiloso através de formulação e doses de atrazina com liberação controlada. Ciência Rural 43: 1974-1980.

MEROTTO JUNIOR A et al. 1997. Aumento da população de plantas e uso de herbicidas no controle de plantas daninhas em milho. Planta Daninha 15: 141-151.

OLIVEIRA AR et al. 2009. Controle de Commelina benghalensis, C. erecta, Tripogandra diuretica na cultura do café. Planta Daninha 27: 823-830.

PETTER FA et al. 2011. Seletividade de herbicidas à cultura do milho e ao capim-braquiária cultivadas no sistema de integração lavoura-pecuária. Semina: Ciências Agrárias 32: 855-864.

RAIMONDI MA et al. 2012. Controle e reinfestação de plantas daninhas com associação de amonio-glufosinate e pyrithiobac-sodium em algodão Liberty Link®. Revista Brasileira de Herbicidas 11: 159-173.

REIS TC et al. 2010. Efeitos de fitotoxidade do herbicida 2,4-D no milho em aplicações pré e pós-emergência. Revista de Biologia e Ciências da Terra 10: 25-33.

SBCPD. 1995. Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas. Procedimentos para instalação, avaliação e análise de experimentos com herbicidas. Londrina: SBCPD. 42p.

TIMOSSI PC & FREITAS TT. 2011. Eficácia de nicosulfuron isolado e associado com atrazine no manejo de plantas daninhas em milho. Revista Brasileira de Herbicidas 10: 210-218.

WANDSCHEER ACD et al. 2014. Capacidade competitiva da cultura do milho em relação ao capim-sudão. Revista Brasileira de Milho e Sorgo 13: 129-141.

WILLIAMS MM et al. 2010. Significance of atrazine in sweet corn weed management systems. Weed Technology 24: 139-142.




DOI: http://dx.doi.org/10.5965/223811711722018148

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


______________________________________________________________________________________________________________________________

Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171