A construção de um olhar semiótico-pedagógico na formação docente em artes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175234614322022050

Palavras-chave:

Formação Docente em Artes, Pedagogía, Semiótica.

Resumo

No presente trabalho, problematiza-se o alcance que o desenvolvimento de uma abordagem semiótico-pedagógica pode supor na formação de professores de artes, atentando a dimensão significante das discursividades artísticas, a dimensão estética dos discursos midiáticos contemporâneos e os modos em que ambas estão inseridas no desenvolvimento da subjetividade dos atores sociais. Para tanto, interroga-se o modo no qual uma complexa rede de relações intersubjetivas se configura no encontro pedagógico e como esse espaço emergente opera como matriz de base para o desdobramento de um processo de desconstrução das significações sociais. Após de um percurso por diferentes aspectos constitutivos do campo pedagógico e abordando diversos aspectos relacionados à politicidade inerente ao ato educativo, discute-se o modo em que a atenção à dimensão significate tanto da práxis educativa quanto dos discursos artísticos pode levar ao desenvolvimento de um posicionamento crítico e reflexivo como parte de uma pedagogia crítica e transformadora. Finalmente, para concluir, formulam-se alguns desafios e contribuições que pode supor o desenvolvimento dessa perspectiva semiótico-pedagógica na formação dos professores de artes.

Biografia do Autor

Federico Buján, UNR - UNA

Doutor em Humanidades e Artes pela Universidad Nacional de Rosario (UNR). Pós-doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado CONICET. Atualmente é professor e pesquisador na Universidad Nacional de Rosario (UNR), na Univeridad Nacional de las Artes (UNA) e Universidad de San Andrés (UDESA). Desenvolve pesquisas na área da Educação e integra o Observatório da Formação de Professores de Artes.

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Publicado

2022-01-03

Como Citar

BUJÁN, F. A construção de um olhar semiótico-pedagógico na formação docente em artes. Palíndromo, Florianópolis, v. 14, n. 32, p. 50-66, 2022. DOI: 10.5965/2175234614322022050. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/21107. Acesso em: 25 jan. 2022.