Morfoanatomia do caule de espécies do gênero Physalis

Autores

  • Daniel Fernandes da Silva Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste (Campus de Cascavel)
  • Rosali Constantino Strassburg Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste (Campus Cascavel)
  • Fabíola Villa Universidade estadual do oeste do Paraná - Unioeste (Campus de Marechal Cândido Rondon)

Palavras-chave:

fisális, morfologia vegetal, anatomia caulinar, adaptação, Paraná.

Resumo

As muitas espécies do gênero Physalis vêm ganhando cada vez destaque por suas inúmeras propriedades medicinais e nutracêuticas. Entre as espécies do gênero, destacam-se Physalis peruviana, P. pubescens e P. angulata, por serem de fácil cultivo, terem sabor característico e possuírem propriedades benéficas à saúde. Pouco se sabe sobre as necessidades e condições ideais para o seu cultivo, sendo fundamental o estudo morfoanatômico que possa viabilizar a melhor distinção entre as espécies. O objetivo foi analisar morfoanatomicamente o caule de P. peruviana, P. pubescens e P. angulata, buscando caracteres que possam auxiliar na distinção das espécies e analisar suas estruturas para diagnosticar uma possível condição adaptativa favorável das espécies na região oeste do Paraná. Plantas das três espécies foram cultivadas em ambiente protegido em Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil. Ao atingirem idade reprodutiva, as plantas tiveram os caules seccionados, emblocados e analisados, segundo técnicas descritas na literatura. Os resultados demonstraram que P. peruviana, P. pubescens e P. angulata compartilham inúmeras características morfoanatômicas em seu caule e apresentam algumas características anatômicas distintas. As espécies apresentam caracteres mesomórficos e estruturas adaptativas a temperaturas elevadas e combate a herbivoria, como elevado número de tricomas. Tricomas glandulares que podem armazenar os compostos ativos de fisális foram encontrados no caule. Caracteres encontrados nas espécies de Physalis referem-se a plantas invasivas que, juntamente a estruturas adaptativas citadas acima, podem favorecer o cultivo comercial de Physalis na região oeste do Paraná.

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Biografia do Autor

Daniel Fernandes da Silva, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste (Campus de Cascavel)

Curso ténico em Agropecuária pelo Instituto Federal do Sul de Minas Campus Inconfidentes (2007)

Graduação em Ciência Biológicas Bacharelado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste (2012)

Mestrado em Botânica Aplicada pela Universidade Federal de Lavras - UFLA (2014)

Possui experiência profissioonal atuando em fruticultura pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) por 3 anos e pela Unioeste onde desenvolve projetos relacionados ao desenvolvimento de estruturas de frutificação, pomologia geral e qualidade de frutos.

Rosali Constantino Strassburg, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste (Campus Cascavel)

Prof. Drª da disciplina de anatomia e morfologia vegetal da  Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Fabíola Villa, Universidade estadual do oeste do Paraná - Unioeste (Campus de Marechal Cândido Rondon)

Prof. Drª da disciplina deFruticultura e Floricultura na Universidade estadual do oeste do Paraná em Marechal Cândido Rondon)

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Publicado

2015-02-11

Como Citar

SILVA, D. F. da; STRASSBURG, R. C.; VILLA, F. Morfoanatomia do caule de espécies do gênero Physalis. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 14, n. 1, p. 38-45, 2015. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/5737. Acesso em: 16 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigo Completo - Ciência de Plantas e Produtos Derivados

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