O diretor no teatro de bonecos (contexto da Europa Oriental)

Marek Waszkiel

Resumo


Na Polônia, assim como nos países da Europa Oriental, para o teatro de bonecos
da segunda metade do século 20, e igualmente no primeiro quarto do século 21, a pessoa mais importante é o diretor. No entanto será que o papel do diretor no teatro de bonecos sempre foi o mesmo? O objetivo deste estudo é determinar este problema. Foi somente no início do século 20, no período da Grande Reforma do teatro, que o diretor passou a ter competências ilimitadas. No teatro de bonecos, esse processo durou muito mais, porque o estilo clássico de organização do teatro, derivado de criadores específicos de empresas privadas, também perdurou mais tempo. Hoje, o diretor é quem controla completamente um teatro de bonecos. Na prática, os diretores poloneses ainda estão convictos de que o teatro se destina a contar histórias. Este processo limitou o teatro de bonecos a ser uma arte existente independentemente, baseada principalmente nas habilidades de artesãos; no milagre de animar um objeto sem vida, um boneco, cuja vida mágica tem tanto a oferecer aos espectadores. Pelo contrário, o eixo desse processo sustenta os artistas que vêem o significado de suas expressões teatrais ao darem vida à matéria sem vida. Isto – quando o teatro de bonecos é, afinal, um espetáculo – é arte visual em movimento, não contação de histórias.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5965/2595034702212019047

Direitos autorais 2019 Móin-Móin - Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

INDEXADORES, DIRETÓRIOS E BASES DE DADOS: