DO MANGÁ AO COSPLAY: PROCESSOS CRIATIVOS E PERFORMÁTICOS NO ENSINO DAS ARTES

Jamille Brandão Neves Nemerski

Resumo


A partir de experiências obtidas na disciplina de Estágio, componente obrigatório do curso de licenciatura em Artes Visuais, na Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó, e da noção da popularidade do Mangá do Cosplay junto à juventude brasileira, desenvolveu-se uma temática de ensino de artes destinada a estudantes de todos os níveis de ensino, usando os dois elementos a cima mencionados. A combinação da deslumbrante arte visual do Mangá e a natureza divertida da performace do Cosplay provaram ser eficazes no engajamento de alunos em suas respectivas aulas de Educação Artística. Porém, devida a natureza visual da temática em questão, a eficácia do método fora comprometida uma vez aplicada à deficientes visuais que não tinham fácil acesso a esse veio artístico, assim deixando-os, de certa forma, com um indesejável sentimento de exclusão. Visando a diversidade do programa, surgiu a ideia da reversão do processo, usando o ensino de artes no engajamento de deficientes visuais de todas as idades na cultura do Mangá e Cosplay. Essas duas situações foram pensadas e analisadas conforme as observações e as ações docentes resultantes deste estágio, realizadas em escolas CEIM Criança é Esperança, EEB Profª Zélia Sharf e na Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina. E resultante a isto, definiu-se dois eixos a serem analisados: O Mangá e o Cosplay como incentivo para as artes, e as Artes como incentivo para inclusão de diversas temáticas para pessoa com deficiência visual.

Palavras-chave


Mangá, Cosplay, arte, ensino, inclusão

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DOI: https://doi.org/10.5965/198431781212016097

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