Saturação informacional e generatividade: reconfigurações pós-digitais do sublime

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0006

Mots-clés :

Arte digital, Informação, Sublime tecnológico, Inteligência artificial

Résumé

Este trabalho busca situar o sublime nas poéticas e nas experiências estéticas da arte pós-digital, termo atribuído a partir dos anos 2010 às práticas impulsionadas pelo amplo uso de dispositivos de codificação numérica e seu hibridismo com meios analógicos. De modo específico, consideramos as reconfigurações e deslocamentos desse contexto sob o impacto da exorbitante produção e circulação de arte e de conteúdos criativos nas redes, em virtude da adoção de recursos das inteligências artificiais generativas. Para isso, recorremos a uma definição moderna e outra pós-moderna acerca do sublime. Essas concepções são, então, discutidas à luz das teorias estéticas da ecologia informacional e da formatividade. A compreensão decorrente do contexto de saturação das redes com produtos criativos e generativos revela-se de suma importância para que se considerem as eventuais manifestações do sublime na atualidade, em trabalhos de artistas como Tyler Hobbs e Bianca Tse.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur

Karyne Berger Miertschink, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutoranda, pesquisadora e artista vinculada ao PPGA-Ufes.  Estuda com particular interesse as comunidades artísticas que emergem espontaneamente nas redes.

Daniel Hora, Universidade Federal do Espírito Santo

Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes da Ufes. Atua nos campos da teoria, crítica e curadoria da arte e mídia, com especial interesse por temas relacionados ao ativismo tecnológico, cultura hacker e estética.

Luciano Tasso, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Artes da Ufes. Realiza o projeto de pesquisa TEXTOIMAGEM: Metodologia criativa na produção de ilustrações para o livro infantil.

Références

ADORNO, Theodor W. Aesthetic Theory. Londres: Continuum, 1997.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. São Paulo: L&PM Editores, 2013.

BIERSTADT, Albert. A Storm in the Rocky Mountains, Mt. Rosalie. 1866. Óleo sobre tela, 210.8 x 361.3 cm. Brooklyn Museum [website]. Disponível em: https://www.brooklynmuseum.org/pt-BR/objects/1558. Acesso em: 5 dez. 2025.

BLAIS, Joline; IPPOLITO, Jon. At the Edge of Art. London: Thames & Hudson, 2006.

CRAWFORD, K. Atlas of AI: Power, Politics, and the Planetary Costs of Artificial Intelligence. New Haven: Yale University Press, 2021.

COSTA, Mario. O sublime tecnológico. São Paulo: Experimento, 1995.

COSTA, Mario. Dopo la tecnica. Dal chopper alle similcose. Seguito da: Il sublime tecnologico trent’anni dopo. Napoli: Liguori, 2015.

HOBBS, Tyler. Fidenza #313. 2021. Arte generativa, 1920 x 2304 px. Art Blocks [plataforma de NFTs]. Disponível em: https://www.artblocks.io/token/0xa7d8d9

ef8d8ce8992df33d8b8cf4aebabd5bd270/78000313. Acesso em: 6 dez. 2025.

HOELSCHER, Jason A. Art as Information Ecology. Durham: Duke University Press, 2021.

HORA, Daniel; MIERTSCHINK, Karyne B.; PEREIRA, Larissa. Estética e generatividade: o excessivo, o excepcional e o excedente. Viso, v. 16, n° 31 (jul-dez/2022), pp. 65-91. DOI: https://dx.doi.org/1010.22409/1981-4062/v31i/491.

KANT, Immanuel. Critique of Judgement. Indianapolis: Hackett Publishing Company, 1987.

LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A estetização do mundo, viver na era do capitalismo artista. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

LYOTARD, Jean-François. Presenting the Unpresentable: The Sublime. Artforum, vol. 20, n. 8, 1982, p. 64-69.

LYOTARD, Jean-François. The Sublime and The Avant-Garde. Artforum. vol. 22, n. 8, apr. 1984, p. 36-43.

MAEDA, John. Creative Code. Thames & Hudson, 2004.

MANOVICH, Lev. Data Visualization as New Abstraction and Anti-Sublime. In: HAWK, Byron; RIEDER, David M.; OVIEDO, Ollie (eds.). Small tech: the culture of digital tools. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2008. p. 3-9.

MOSCO, Vicent. The Digital Sublime: Myth, Power, and Cyberspace. Cambridge: The MIT Press, 2004.

PAREYSON, Luigi. Teoria da formatividade. Petrópolis: Editora Vozes, 1993.

PAREYSON, Luigi. Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

PRADA, Juan Martin. El ver y las imágenes en el tiempo de Internet. Madrid: Akal, 2018.

SHOLETTE, Gregory. Delirium and Resistance: Activist Art and the Crisis of Capitalism. London: Pluto, 2017.

TAFFEL, Sy. Digital Media Ecologies. New York: Bloomsbury, 2019.

TSE, Bianca. Get Your Buckets Ready. 2023. Vídeo gerado por IA. Instagram: @walledcity_wildest_dreams, 21 de nov. de 2023. Disponível em: https://www.instagram.com/p/Cz54YdKrh5b/. Acesso em: 7 dez. 2025.

VASSILIOU, Konstantinos. Sublime and Anti-sublime: Reconsidering the Relation of the Sublime to Technology. Contemporary Aesthetics (Journal Archive), vol. 15, article 22, 2017. Não paginado. Disponível em: https://digitalcommons.risd.edu/

liberalarts_contempaesthetics/vol15/iss1/22/. Acesso em: 5 dez. 2025.

YOUNG, Christian. 251/365. 2025. Pintura digital, 680 x 519 px. X: @ChristianYoungA, 11:14, 19 de jan. de 2025. Disponível em: https://x.com/ChristianYoungA/status/

Acesso em: 5 dez. 2025.

Téléchargements

Publiée

2026-05-25

Comment citer

BERGER MIERTSCHINK, Karyne; HORA, Daniel; TASSO, Luciano. Saturação informacional e generatividade: reconfigurações pós-digitais do sublime. Palíndromo, Florianópolis, v. 18, n. 44, p. 1–29, 2026. DOI: 10.5965/2175234618442026e0006. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/palindromo/article/view/28258. Acesso em: 25 mai. 2026.

Numéro

Rubrique

Artigos Seção temática