Pensamentos inacabados sobre o escuro OU por uma poética da escuridão no teatro

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DOI:

https://doi.org/10.5965/27644669010320220202

Palavras-chave:

Teatro, Sombra, Arte, Filosofia

Resumo

Este ensaio "às escuras" traz reflexões filosóficas e artísticas sobre o escuro e a sombra como eixos de criação, e não a luz em primeiro plano como comumente ocorre. Revisitamos nossos escritos de anos atrás e, assim como quem tateia um espaço desconhecido, elaboramos reflexões pessoais, acerca de processos criativos, citações e imagens sobre porque consideramos o escuro como protagonista de nossas obras. Como iluminadoras e sombristas, nossas pesquisas dialogam diretamente com nossas práticas artísticas e aqui, como num memorial criativo, registramos nossas perspectivas como num diálogo escrito, buscando registrar caminhos em comum e questões ainda a serem exploradas. Este ensaio "às escuras" traz reflexões filosóficas e artísticas sobre o escuro e a sombra como eixos de criação, e não a luz em primeiro plano como comumente ocorre. Revisitamos nossos escritos de anos atrás e, assim como quem tateia um espaço desconhecido, elaboramos reflexões pessoais, acerca de processos criativos, citações e imagens sobre porquê consideramos o escuro como protagonista de nossas obras. Como iluminadoras e sombristas, nossas pesquisas dialogam diretamente com nossas práticas artísticas e aqui, como num memorial criativo, registramos nossas perspectivas como num diálogo escrito, buscando registrar caminhos em comum e questões ainda a serem exploradas.

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Biografia do Autor

Tuany Fagundes Rausch, UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina

Atriz, Pesquisadora e Professora. Mestra em Artes Cênicas pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia) (2018 a 2020). Graduada em Licenciatura e Bacharelado em Teatro na UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) (2011 a 2015). Desde 2014, integrante e co-fundadora da entreAberta Cia Teatral, com foco na investigação e criação de obras teatrais em teatro de formas animadas, mais especificamente em teatro de sombras. Professora de Artes no ensino público estadual de Belo Horizonte/MG, para Anos Finais do Ensino Fundamental e EJA (Ensino de Jovens e Adolescentes) (2019). Principais áreas de interesse para atuação e pesquisa: teatro de formas animadas, construção de silhuetas e bonecos e processos criativos.

 

Daniele Rocha Viola, UDESC - Universidade Federal de Santa Catarina

É atriz-performer, iluminadora, mascareira-sombrista, pesquisadora em teatro de animação. Mestra em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Bacharela em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP) e em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Faz parte da Cia. Libélulas desde a sua fundação (2014), na qual participou de produções com várias linguagens, entre elas estão: "Sombras do interior: rastros expressos em imagens (2021)" o espetáculo de lambe-lambe Quando as Flores Caem, estreado em dezembro de 2018, com circulação pela cidade de Florianópolis (3º Pro-Vocation 2019 - UNIMA/ABTB; CEART Aberto à comunidade - UDESC; TUM sound Festival; Apresentação Livre em Santo Antônio de Lisboa; Mostra FINTA), e que foi selecionado para o 3º Bonencontro (2019) juntamente com uma oficina de teatro de sombras em miniaturas (Itajaí/SC); À Flor das Peles, composto pelas linguagens do teatro de sombras, objetos e performance, foi apresentado no Departamento de Artes da UFSC, no Ceart Aberto à Comunidade e selecionado para o Tudanzas (Espanha - 2019); [ParaAlémDas] GAiOLaS foi um espetáculo teatral performativo que já esteve em programações de Florianópolis (8º Strangoloscope no MIS, no SESC-SC, 13º Mundo de Mulheres e Fazendo Gênero 11) e em Fafe/Portugal (II Feira de Teatro de Bonecos e Formas Animadas); O Príncipe Feliz, espetáculo nas linguagens de sombras, máscaras e objetos e que também circulou por Florianópolis em escolas e instituições de assistência social, fez parte do 23º Festival Isnard Azevedo e 3º Colóquio do FITA (Festival Internacional de Teatro de Animação). Atua nas áreas de Iluminação Cênica, Teatro performativo, Teatro de Sombras, Máscaras, Lambe Lambe e Atuação. Atuou como iluminadora em produções de Ouro Preto (MG) e de Florianópolis (SC). Participou do curta Picadeiro Urbano (2018) como atriz. É integrante do Teatro de Sobras (Ribeirão Preto). Participou do grupo de pesquisa em máscaras neutras e larvárias, com o Grupo Abaporu (2014 - 2016). Os principais/mais recentes cursos foram no Centro de Pesquisa da Máscara (SP, 2019) com Fernando Martins; Curso de Formação Inicial e Continuada em Lambe-Lambe pelo IFSC (SC, 2018). Também realizou o workshop de Biomecânica Teatral com Marcelo Bulgarelli (PR, 2014); e outros cursos na área de teatro animação (sombras, bonecos corporais e objetos), voz e teatro visual.

Referências

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Publicado

2022-07-30

Como Citar

FAGUNDES RAUSCH, T.; VIOLA, D. R. Pensamentos inacabados sobre o escuro OU por uma poética da escuridão no teatro. A Luz em Cena: Revista de Pedagogias e Poéticas Cenográficas, Florianópolis, v. 1, n. 3, p. 1-17, 2022. DOI: 10.5965/27644669010320220202. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/aluzemcena/article/view/21890. Acesso em: 14 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê temático: RITOS DA LUZ: encantarias técnicas, feitiços teóricos e magias