Caracterização de genótipos de arroz utilizados no Brasil quanto à tolerância à salinidade no estádio de plântula

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811712132022256

Palavras-chave:

estresse abiótico, caracteres agronômicos, variabilidade genética, herdabilidade, Oryza sativa L.

Resumo

O arroz (Oryza sativa L.) é uma espécie com grande importância econômica no mundo. A salinidade do solo ou da água reduz a produtividade da cultura. Por isso, a identificação e/ou desenvolvimento de genótipos de arroz com tolerância à salinidade é uma estratégia para minimizar esse problema. O desenvolvimento de novos genótipos depende da presença de variabilidade genética, e o conhecimento da herdabilidade da característica de interesse pode auxiliar no processo de seleção. Dessa forma, esse estudo teve como objetivo identificar genótipos superiores, analisar a variabilidade genética e estimar a herdabilidade para tolerância a salinidade no estádio de plântula em genótipos de arroz utilizados no Brasil. Para isso, plântulas de 69 genótipos foram mantidas em solução hidropônica acrescida de 40mM de NaCl (4 dSm-1) durante sete dias. Foram avaliados comprimento de parte aérea, comprimento de raiz, peso seco de parte aérea, e peso seco de raiz e os resultados foram convertidos em desempenho relativo.  Foram identificados genótipos tolerantes e moderadamente tolerantes à salinidade no estádio de plântula, os quais podem ser utilizados em programas de melhoramento e cultivados em áreas com ocorrência desse estresse. A análise de componentes principais mostrou a presença de variabilidade genética para resposta à salinidade. Finalmente, foi demonstrado que a maior parte da variação observada nos caracteres é de origem genética, o que pode tornar o processo de melhoramento menos difícil.

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Publicado

2022-10-19

Como Citar

OLIVEIRA, V. F. de .; MALTZAHN, L. E. .; VIANA, V. E.; VENSKE, E. .; MAIA, L. C. da .; OLIVEIRA, A. C. de .; PEGORARO, C. Caracterização de genótipos de arroz utilizados no Brasil quanto à tolerância à salinidade no estádio de plântula. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 21, n. 3, p. 256-262, 2022. DOI: 10.5965/223811712132022256. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/21754. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados

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