Primeiro relato: Camarão Amazônico criado com tecnologia de bioflocos

Autores

  • Adolfo Jatobá Instituto Federal Catarinense, Araquari, SC, Brasil.
  • Esmeralda Chamorro Legarda Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.
  • Larissa Stockhausen Instituto Federal Catarinense, Araquari, SC, Brasil.
  • Felipe do Nascimento Vieira Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711932020377

Palavras-chave:

BFT, Macrobrachium amazonicum, aquicultura

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso da tecnologia de bioflocos para criar camarão do rio Amazonas (Macrobrachium amazonicum). Cem camarões amazônicos foram divididos em duas unidades experimentais (250 L), com 50 animais por cada. Os camarões foram alimentados duas vezes por dia, com 3% da biomassa dos camarões. Oxigênio dissolvido e temperatura foram mensurados duas vezes ao dia. Sólidos suspensos totais, pH, alcalinidade, nitrogênio amoniacal, nitrito e nitrato foram monitorados duas vezes por semana. Os camarões apresentaram 77,67%, de sobrevivência, 2,98 de conversão alimentar médio, ganho em peso semanal de 0,29 g dia-1, e produtividade de 822,0 g m-3, após seis semanas de criação. O oxigênio dissolvido, a temperatura e o pH foram adequados à espécie, enquanto, por algumas semanas, nitrogênio amoniacal e nitrito foram superiores aos limites recomendados para o camarão. Em conclusão, é possível utilizar o BFT para manter e criar o camarão amazônico (M. amazonicum), no entanto, para melhorar o desempenho é necessário definir requisitos nutricionais, bem como melhorar as técnicas de manejo para esta espécie em BFT.

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Publicado

2020-09-30

Como Citar

JATOBÁ, A.; LEGARDA, E. C.; STOCKHAUSEN, L.; VIEIRA, F. do N. Primeiro relato: Camarão Amazônico criado com tecnologia de bioflocos. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 19, n. 3, p. 377 - 380, 2020. DOI: 10.5965/223811711932020377. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/14510. Acesso em: 24 jan. 2022.

Edição

Seção

Nota de Pesquisa - Ciência de Animais e Produtos Derivados