Aspectos das fenofases reprodutiva e vegetativa de Campomanesia guazumifolia (Myrtaceae), na Região de Lages, Santa Catarina

Autores

  • Jacqueline Ortiz Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Luciana Magda de Oliveira Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Anieli Cioato de Souza Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Alexandra Cristina Schatz Sá Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Gabriela Fernanda Souza Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Bruno Jan Schramm Corrêa Universidade do Estado de Santa Catarina.

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711832019292

Palavras-chave:

índice de atividade, índice de Fournier, sete-capotes, variáveis climáticas

Resumo

Objetivou-se compreender os ciclos reprodutivo e vegetativo de Campomanesia guazumifolia (Cambess.) O. Berg., monitorando os eventos fenológicos e correlacionando com dados climáticos da região de estudo. Foram utilizados dois métodos de avaliação, o Índice de Atividade e o Índice de Intensidade (Índice de Fournier). A fenofase de floração ocorreu entre os meses de outubro a dezembro, e março a abril, com picos de intensidade de Fournier em novembro. A frutificação ocorreu de dezembro a abril, sendo que dezembro foi o mês de maior intensidade de frutos. A espécie apresentou período de maior queda foliar entre março e setembro, com pico de intensidade em agosto, e o brotamento com pico em setembro. Foi observada correlação positiva entre as variáveis climáticas de temperaturas máximas e mínimas mensais e a frutificação, e correlação negativa entre temperaturas máximas e médias mensais e a queda foliar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jacqueline Ortiz, Universidade do Estado de Santa Catarina

Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Curitibanos. Mestre no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal na Universidade do Estado de Santa Catarina.

Luciana Magda de Oliveira, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Professora Associada Universidade do Estado de Santa Catarina. Área de concentração: sementes florestais.

Anieli Cioato de Souza, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Doutora do Programa de Pós graduação em Produção Vegetal, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Alexandra Cristina Schatz Sá, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Mestranda do Programa de Pós graduação em Engenharia Florestal, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Gabriela Fernanda Souza, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Mestre em Engenharia Florestal pela programa de Pós Graduação em Engenharia Florestal, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Bruno Jan Schramm Corrêa, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Mestrando do Programa de Pós graduação em Engenharia Florestal, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Referências

AMORIM JS et al. 2010. Fenologia das espécies Campomanesia xanthocarpa O. Berg e Eugenia uniflora L. (Myrtaceae) no bosque municipal de Paranavaí, Paraná. Revista Eletrônica de Biologia 3: 84-98.

BAUER D et al. 2014. Fenologia de Ocotea pulchella, Myrcia brasiliensis e Psidium cattleyanum, em floresta semidecídua do Sul do Brasil. Floresta 44: 657-668.

BENCKE CSC & MORELLATO LPC. 2002. Comparação de dois métodos de avaliação da fenologia de plantas, sua interpretação e representação. Revista Brasileira de Botânica 25: 269-275.

BREMENKAMP CA et al. 2016. Phenological characteristics of genotypes from cattley guava and guava trees submitted to fructification pruning. Revista Brasileira de Fruticultura 38: 727-733.

CAMILO YMV et al. 2013. Fenologia, produção e precocidade de plantas de Eugenia dysenterica visando melhoramento genético. Revista de Ciências Agrárias 36: 192-198.

COLORHEXA. 2017. Color encyclopedia: Information and conversion. Disponível em: <http://www.colorhexa.com/>. Acesso em: 17 fev. 2017.

CORADIN L et al. 2011. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro - Região Sul. Brasília: MMA. 934p.

CORDEIRO GD. 2015. Fenologia reprodutiva, polinização e voláteis florais do Cambuci (Campomanesia phaea (O. Berg) Landrum 1984- Myrtaceae). Tese (Doutorado em Entomologia). Ribeirão Preto: USP. 89p.

FERRERA TS et al. 2017. Fenologia de espécies nativas arbóreas na região central do estado do Rio Grande do Sul. Ciência Florestal 27: 753-766.

FOURNIER LA. 1974. Un método cuantitativo para la medición de características fenológicas em árboles. Turrialba 24: 422-423.

FRANKIE GW et al. 1974. Tropical Plant Phenology: Applications for Studies in Community Ecology. In: H. LIETH (ed.). Phenology and Seasonality Modeling. New York: Springer. p. 287-296.

GRESSLER E. 2005. Floração e frutificação de Myrtaceae de Floresta Atlântica: limitações ecológicas e filogenéticas. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas). Rio Claro: USP. 102p.

INMET. 2017. Instituto Nacional de Meteorologia. Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa (BDMEP). Disponível em: http://www.inmet.gov.br. Acesso em: 04 set. 2017.

KUSTER VC et al. 2016. Physiological and phenological vegetative responses of Campomanesia adamantium (Cambess) O. Berg (Myrtaceae) to the hydric seasonality of rupestrian fields. Revista Árvore 40: 973-981.

LEGRAND CD & KLEIN RM. 1977. Britoa. In: LEGRAND CD & KLEIN RM. Flora Ilustrada Catarinense: Mirtáceas. Itajaí: Raulino Reitz. p.630-634.

LIETH H. 1974. Purposes of a Phenology Book. In: LIETH H. (ed.) Phenology and Seasonality Modeling. Berlin: Springer 8: 3-19

LORENZI H. 2008. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. 5.ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum. 384p.

LUZ IJ & KRUPEK RA. 2014. Fenologia reprodutiva, biometria do fruto e semente de Campomanesia xanthocarpa O. Berg. (Myrtaceae). Estudos de Biologia Ambiente e Diversidade 36: 115-124.

MÜLLER A & SCHMITT JL. 2017. Phenology of Guarea macrophylla Vahl (Meliaceae) in subtropical riparian forest in Southern Brazil. Brazilian Journal of Biology 78: 187-194.

OTÁROLA MF& ROCCA MK. 2014. Flores no tempo: a floração como uma fase da fenologia reprodutiva. In: RECH AR et al. (orgs). Biologia da Polinização. Rio de Janeiro: Ceres Belchior. p.113-126.

RAMÍREZ F & KALLARACKAL J. 2017. Feijoa [Acca sellowiana (O. Berg) Burret] pollination: A review. Scientia Horticulturae 226: 333-341.

RODRIGUES SS et al. 2017. Reprodutive biology and production of seeds and seedlings of Campomanesia pubescens (DC.) O. Berg. Journal of Seed Science 39: 272-279.

SOBRAL A et al. 2017. Conservation efforts based on local ecological knowledge: The role of social variables in identifying environmental indicators. Ecological Indicators 81: 171-181.

SOBRAL M et al. 2015. Myrtaceae; Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB10316. Acesso em: 31 out. 2015.

Downloads

Publicado

2019-07-30

Como Citar

ORTIZ, J.; OLIVEIRA, L. M. de; SOUZA, A. C. de; SÁ, A. C. S.; SOUZA, G. F.; CORRÊA, B. J. S. Aspectos das fenofases reprodutiva e vegetativa de Campomanesia guazumifolia (Myrtaceae), na Região de Lages, Santa Catarina. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 18, n. 3, p. 292-300, 2019. DOI: 10.5965/223811711832019292. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/12258. Acesso em: 30 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)