Lo sublime ecológico: El Amazonas como paisaje moderno
DOI:
https://doi.org/10.5965/2175234618442026e0007Palabras clave:
Oswaldo Goeldi, Amazonía, Francis de Laporte de Castelnau, Paul Marcoy, Cobra NoratoResumen
Este artículo propone analizar diferentes versiones de lo sublime que el arte generó a partir del contacto con la selva amazónica entre los siglos XIX y XX. La hipótesis central es que, en todas ellas, el pensamiento ecológico se reconcilia con una perspectiva marcadamente romántica. Esto se deriva especialmente de los relatos de viajes de lo siglo XIX, en los que la dimensión estética desempeña un papel destacado en la construcción de un discurso ambiental, combinando la visión de la naturaleza como una totalidad orgánica, esencialmente romántica, con las razones prácticas y políticas que subyacen a la futura ciencia de la ecología. Partiendo de una consideración general de la configuración de la Amazonía como fuente de esta experiencia simultáneamente estética y ecológica, se presentan los siguientes estudios de caso: una comparación entre los relatos de los viajeros Francis de Castelnau y Paul Marcoy a la Amazonía a finales del siglo XIX y las ilustraciones realizadas por Oswaldo Goeldi para el libro Cobra Norato, de Raul Bopp, en 1937. Estos casos sirven para mostrar cómo los viajes, los relatos y las imágenes han construido, simbólicamente, la naturaleza amazónica como lugar de experiencias sensoriales modernas y, especialmente, de lo sublime ecológico.
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