Práticas de assistência à infância no Brasil: uma abordagem histórica <em>DOI: 10.5965/198472381426201376</em>

Autores

  • Kamila Lockmann FURG
  • Maria Renata Alonso Mota FURG

Resumo

O texto apresenta alguns resultados parciais de duas pesquisas que se vinculam por um tema comum: a assistência à infância. Partindo dessas investigações, o texto objetiva analisar os deslocamentos históricos ocorridos nas práticas de assistência à infância no Brasil e compreender a forma como tais práticas operam sobre a população infantil. Utilizando como ferramenta teórico-metodológica a noção de governamentalidade desenvolvida por Michel Foucault, o texto é desenvolvido em quatro seções. A primeira, trata do entendimento de história que acompanhará este trabalho, mostrando que, ao olhar tanto para a emergência do sentimento de infância quanto para o surgimento de práticas de assistência às crianças, não buscamos uma origem ou um ponto embrionário de onde tudo possa ter evoluído. A segunda seção busca entender como, a partir do processo de visibilidade da infância que se engendra com a Modernidade, as crianças passam a ser alvo de tecnologias de poder. A terceira e a quarta abordam os deslocamentos ocorridos nas práticas de assistência à infância ao longo da história. Estas seções procuram mostrar essas práticas se constituem a partir de determinados regimes de verdade instituídos em cada período histórico estudado. Por fim, na última seção, apresentamos algumas possibilidades de continuidade do estudo a partir de problematizações que nos são colocadas frente ao contexto contemporâneo.

Biografia do Autor

Kamila Lockmann, FURG

Professora do Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande.

Maria Renata Alonso Mota, FURG

Professora do Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande.

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Publicado

2013-07-16

Como Citar

LOCKMANN, K.; MOTA, M. R. A. Práticas de assistência à infância no Brasil: uma abordagem histórica <em>DOI: 10.5965/198472381426201376</em>. Revista Linhas, Florianópolis, v. 14, n. 26, p. 76 - 111, 2013. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/linhas/article/view/198472381426201376. Acesso em: 26 jul. 2021.