Esta é uma versão desatualizada publicada em 2021-07-30. Leia a versão mais recente.

Vestido de Noiva (1943) entre a luz ativa e passiva de Adolphe Appia: uma metodologia de análise

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/27644669010120210204

Palavras-chave:

Adolphe Appia. Vestido de Noiva. Luz e Sombra.

Resumo

Este artigo analisa algumas cenas do espetáculo Vestido de Noiva, peça de Nelson Rodrigues (1912-1980), com o olhar voltado para a sua iluminação, a fim de perceber a atividade da luz na expressão dos espaços (ambientes) através do contraste entre luz e sombra. Para tal fim, utiliza-se metodologicamente os conceitos de luz ativa e luz passiva do suíço Adolphe Appia (1862-1928) para análise da planta de luz de palco e do roteiro de operação de luz original da estreia do espetáculo em dezembro de 1943, descobertos no acervo de João Angelo Labanca (1913-1988) e disponíveis no Centro de Documentação da Fundação Nacional de Arte.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduardo de Souza Teixeira, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Performances Culturais da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás. Mestre em Performances Culturais pela mesma instituição com a dissertação intitulada: Vestido de Noiva (1943): a luz na gênese do moderno teatro brasileiro. Iluminador, técnico em iluminação cênica com 8 anos de experiência. Ator, com 19 anos de experiência e pesquisador. Formado em Artes Cênicas (Licenciatura) pela Universidade Federal de Goiás (2016) com um trabalho de conclusão de curso sobre criação de personagem. Atualmente trabalha a 5 anos como técnico de iluminação cênica no Teatro do Centro Cultural UFG. 

Referências

APPIA, Adolph. A obra de arte viva. Edição de Eugénia Vasques. Escola Superior de Teatro e Cinema 2002 2ª edição 2004 3ª edição 2005.

APPIA, Adolphe. In: BEACHAM, Richard C. (org.). Adolphe Appia: texts on theatre. London and New York: Routledge, 1993.

BALAKIAN, Anna. O simbolismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000.

BEACHAM, Richard C. Adolphe Appia: texts on theatre. London and New York: Routledge, 1993.

CAMARGO, Roberto Gill. Função estética da luz. 2ª. ed. São Paulo: Perspectiva, 2012.

CAMARGO, Roberto Gill. Função estética da luz. Sorocaba, São Paulo: TCM Comunicação, 2000.

DRAGO, Niuxa Dias. O viés expressionista da cenografia de Santa Rosa: entre escadas e efeitos luminosos. O Percevejo, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 1-20, jan./jul. 2012.

FERNANDES, Sílvia. A encenação teatral no expressionismo. In: GUINSBURG, Jacó. O Expressionismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 2002.

FRAGA, Eudinyr. Nelson Rodrigues expressionista. Cotia, São Paulo: Ateliê Editorial, 1998.

FUSER, Fausto. A “turma da Polônia” na renovação teatral brasileira: presenças e ausências. In: GUINSBURG, Jacó; SILVA, Armando Sérgio (orgs.). Diálogos Sobre Teatro. 2. ed. ver. e ampl. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002.

GUINSBURG, Jacó; PATRIOTA, Rosangela. Teatro brasileiro: ideias de uma história. Perspectiva, São Paulo, 2012.

LINS, Álvaro. Algumas notas sobre “os comediantes”. Correio da Manhã, edição 15088, 9 jan. 1944. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=089842_ 05&pasta=ano%20194&pesq=Álvaro%20Lins Acesso em: 04 de junho de 2021

MEYERHOLD, Vsévolod Emilevich. Do teatro. Tradução e notas Diego Moschkovich. São Paulo: Iluminuras, 2012.

MICHALSKI, Yan. Ziembinski e o teatro brasileiro. São Paulo: Editora Hucitec,1995.

PRADO, Décio de Almeida. O teatro brasileiro moderno. São Paulo: Perspectiva, 2009. (Coleção debates/dirigida por J. Guinsburg).

RODRIGUES, Nelson. Teatro completo I: peças psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.

ROHL, Ruth. Teatro expressionista. Pandemoniun Germanicum, n° 1, p. 21-26, 1997.

ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Tradução e apresentação, Yan Michalski. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

SIMÕES, Cibele Forjaz. A linguagem da luz: a partir do conceito de pós-dramático desenvolvido por Hans-Thies Lehmann. In: GUINSBURG, J.; FERNANDES, Sílvia (orgs.). O Pós-dramático: um conceito operativo? São Paulo: Perspectiva, 2008.

SIMÕES, Cibele Forjaz. À luz da linguagem. A iluminação cênica: de instrumento de visibilidade à “scriptura do visível”. Tese (doutorado) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade Estadual de São Paulo, São Paulo, 2013.

TUDELLA, Eduardo. A luz na gênese do espetáculo. Salvador: EDUFBA, 2017.

VIANA, Fausto. O figurino teatral e as renovações do século XX. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2010.

Downloads

Publicado

2021-07-30

Versões

Como Citar

TEIXEIRA, E. de S. Vestido de Noiva (1943) entre a luz ativa e passiva de Adolphe Appia: uma metodologia de análise. A Luz em Cena: Revista de Pedagogias e Poéticas Cenográficas, Florianópolis, v. 1, n. 01, p. 1-30, 2021. DOI: 10.5965/27644669010120210204. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/aluzemcena/article/view/19954. Acesso em: 1 out. 2022.

Edição

Seção

Dossiê temático: A luz e as relações cenográficas