Propagação vegetativa de seleções de porta-enxertos potencialmente tolerantes à morte-precoce do pessegueiro

Autores

  • Newton Alex Mayer Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  • Bernardo Ueno Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  • Tainá Rodrigues das Neves Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711732018300

Palavras-chave:

Rosaceae, Prunus spp., estacas herbáceas, câmara de nebulização intermitente., câmara de nebulização intermitente

Resumo

A morte-precoce do pessegueiro é uma síndrome cuja causa envolve diversos agentes bióticos e abióticos e, para reduzir os prejuízos, a principal linha de pesquisa tem sido a busca por porta-enxertos tolerantes. Dentre as características desejáveis em um bom porta-enxerto, a facilidade de propagação vegetativa é fundamental para preservação da identidade genética e facilitar a difusão de tecnologias. O objetivo, com o presente trabalho, foi avaliar a viabilidade técnica da propagação vegetativa por estacas herbáceas de 18 seleções clonais de porta-enxertos [Prunus persica (L.) Batsch.] potencialmente tolerantes à morte-precoce, sob câmara de nebulização intermitente. Como cultivares de referência, foram utilizadas 'Capdeboscq', 'Okinawa' (P. persica) e 'Sharpe' [‘Chickasaw’ (Prunus angustifolia Marsh.) x Prunus spp.]. Com as avaliações realizadas após 65 dias da estaquia, foi possível concluir que a propagação das seleções de porta-enxertos por estacas herbáceas é tecnicamente viável, com porcentagens de enraizamento que variaram de 21,67% a 91,67%, de tal forma que nenhum desses genótipos deve ser descartado do processo de seleção. A qualidade das raízes adventícias formadas foi satisfatória na maioria dos genótipos estudados, com elevadas porcentagens de estacas aptas ao transplantio, satisfatório número e comprimento de raízes. Entretanto, a seleção WFM-ESM-07-04 e as cultivares Capdeboscq e Sharpe se destacaram positivamente nesse aspecto. Dentre os três porta-enxertos de referência utilizados, 'Okinawa' e 'Capdeboscq' apresentaram capacidade propagativa (rendimento) por estacas herbáceas bastante similar entre si, porém ambos são melhores do que 'Sharpe'.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Newton Alex Mayer, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Embrapa Clima Temperado, BR 392, km 78, CEP 96010971, Pelotas, RS, Brasil.

Bernardo Ueno, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Fitopatologia

Embrapa Clima Temperado, BR 392, km 78, CEP 96010971, Pelotas, RS, Brasil.

Tainá Rodrigues das Neves, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Graduanda em Agronomia (FAEM/UFPel), bolsista da Embrapa Clima Temperado, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.

Referências

BECKMAN TG et al. 1997a. History, current status and future potential of GuardianTM (BY520-9) peach rootstock. Acta Horticulturae 451: 251-258.

BECKMAN TG et al. 1997b. The USDA-ARS stone fruit rootstock development program at Byron, Georgia. Acta Horticulturae 451: 237-242.

BECKMAN TG et al. 2002. Influence of scion and rootstock on incidence of peach tree short life. Acta Horticulturae 592: 645-648.

BECKMAN TG et al. 2008. ‘Sharpe’, a clonal plum rootstock for peach. HortScience 43: 2236-2237.

BECKMAN TG et al. 2012. ‘MP-29’, a clonal interspecific hybrid rootstock for peach. HortScience 47: 128-131.

CAMPOS AD et al. 2014. Morte precoce de plantas. In: RASEIRA MCB et al. (Ed). Pessegueiro. Brasília: Embrapa. p.509-530.

CANLI FA & BOZKURT S. 2009. Effects of indolebutyric acid on adventitious root formation from semi-hardwood cuttings of ‘Sarierik’ plum. Journal Applied Biology Science 3: 45-48.

CANTERI MG et al. 2001. SASM - Agri: Sistema para análise e separação de médias em experimentos agrícolas pelos métodos Scott-Knott, Tukey e Duncan. Revista Brasileira de Agrocomputação 1: 18-24.

CARDOSO C et al. 2011. AIB e substratos no enraizamento de estacas de pessegueiro ‘Okinawa’ coletadas no outono. Semina: Ciências Agrárias 32: 1307-1314.

FRAGOSO R et al. 2015. Maintenance of leaves and indolebutyric acid in rooting of juvenile japanese flowering cherry cuttings. Revista Brasileira de Ciências Agrárias 10: 97-101.

HARTMANN HT et al. 2002. Plant propagation: principles and practices. 7.ed. New Jersey: Prentice Hall. 880p.

INDREIAS A. 2013. Breeding program of rootstocks for peach tree at the Research Station for Fruit Growing Constanta, Romania. Acta Horticulturae 981: 217-222.

MARAFON AC et al. 2009. Atividade da peroxidase durante o período hibernal de plantas de pessegueiro (Prunus persica (L.) Batsch.) cv. Jubileu com e sem sintomas da morte precoce. Revista Brasileira de Fruticultura 31: 938-942.

MATEJA S et al. 2007. The effects of a fogging system on the physiological status and rooting capacity of leafy cuttings of woody species. Trees 21: 491-496.

MAYER NA & UENO B. 2012. A morte-precoce do pessegueiro e suas relações com porta-enxertos. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. 42p. (Documentos 359).

MAYER NA & UENO B. 2015. ‘Sharpe’: porta-enxerto para pessegueiro introduzido no Brasil pela Embrapa Clima Temperado. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. 27p. (Documentos 392).

MAYER NA et al. 2009. Seleção e clonagem de porta-enxertos tolerantes à morte-precoce do pessegueiro. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. 13p. (Comunicado Técnico 209).

MAYER NA et al. 2014a. Porta-enxertos. In: RASEIRA MCB et al. Pessegueiro. Brasília: Embrapa. p.173-223.

MAYER NA et al. 2014b. Estaquia herbácea de porta-enxertos de pessegueiro no final do verão. Semina: Ciências Agrárias 35: 1761-1772.

MCMAHON EA et al. 2015. Cutting and seed propagation of Chickasaw plum (Prunus angustifolia). International Journal of Fruit Science 15: 313-323.

OKIE WR et al. 1994a. Field-screening Prunus for longevity in the Southeastern United States. HortScience 29: 673-677.

OKIE WR et al. 1994b. BY520-9 A peach rootstock for the Southeastern United States that increases scion longevity. HortScience 29: 705-706.

OSTERC G & ŠTAMPAR F. 2011. Differences in endo/exogenous auxin profile in cuttings of different physiological ages. Journal of Plant Physiology 168: 2088-2092.

PINOCHET J. 2010. ‘Replantpac’ (Rootpac® R), a plum–almond hybrid rootstock for replant situations. HortScience 45: 299–301.

REIGHARD GL et al. 1997. Field performance of Prunus rootstock cultivars and selections on replant soils in South Carolina. Acta Horticulturae 451: 243-249.

RUBIO-CABETAS MJ. 2012. Present and future trends in peach rootstock breeding worldwide. Acta Horticulturae 962: 81-89.

SULUSOGLU M & CAVUSOGLU A. 2010. Vegetative propagation of Cherry laurel (Prunus laurocerasus L.) using semi-hardwood cuttings. African Journal of Agricultural Research 5: 3196-3202.

TWORKOSKI T & TAKEDA F. 2007. Rooting response of shoot cuttings from three peach growth habits. Scientia Horticulturae 115: 98-100.

Downloads

Publicado

2018-09-26

Como Citar

MAYER, Newton Alex; UENO, Bernardo; NEVES, Tainá Rodrigues das. Propagação vegetativa de seleções de porta-enxertos potencialmente tolerantes à morte-precoce do pessegueiro. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 17, n. 3, p. 300–308, 2018. DOI: 10.5965/223811711732018300. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/9812. Acesso em: 22 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados