Pesquisa agropecuária: uma análise histórica da produção científica da Epagri

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811712132022315

Palavras-chave:

Bibliometria, Análise bibliométrica, Publicação científica

Resumo

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) é uma das principais referências em pesquisa agropecuária no estado. O objetivo desse trabalho foi fazer uma análise bibliométrica das publicações científicas geradas pela Epagri, cujos metadados estão cadastradas no Sistema Epagri de Produção Técnico-Científica (Seprotec). Foram utilizados os seguintes metadados: ano de publicação, título, palavras-chave e tipo de publicação. Os metadados foram analisados no pacote estatístico R, utilizando a biblioteca UDPIPE. De 1972 até outubro de 2021 havia 15.841 publicações no Seprotec, das quais 67% são publicações científicas. Durante as décadas de 1970 e 1980 a pesquisa focou nos aspectos agronômicos, buscando o aumento de produtividade das culturas. A partir da década de 1990 a componente ambiental ganhou relevância, abordando aspectos de conservação de solos e da água. Hoje a pesquisa agropecuária em Santa Catarina está diante de um novo desafio, que é tornar a atividade agropecuária do estado viável econômica, social e ambientalmente. Dentre as novas frentes de pesquisa destacam-se a agroecologia e a agricultura regenerativa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ANDREOLA F & WILDNER LP. 1999. A parceria interinstitucional no processo de implementação do sistema plantio direto no Oeste de Santa Catarina. In: Reunión Bienal de la Red Latinoamericana de Agricultura Conservacionista. Programa e Resumos... Florianópolis: Epagri.

BACK AJ et al. 2000. O projeto Microbacias em Santa Catarina. Tecnologia e Ambiente 6: 55-63.

BRITO FA. 1989. Escassez de crédito rural - uma questão distributiva. Acompanhamento Conjuntural da Agricultura Catarinense. Florianópolis.

ELEVITCH CR et al. 2018. Agroforestry Standards for Regenerative Agriculture. Sustainability. 10:1-21.

FAO. 2017. Global Initiative on Food Loss and Waste. Food and Agriculture Organization of the United States. Rome: FAO.

FAO. 2018. World Food and Agriculture – Statistical Pocketbook 2018. Food and Agriculture Organization of the United States. Rome: FAO.

FAO. 2019. The State of Food and Agriculture 2019. Moving Forward on Food Loss and Waste Reduction, Licence. Rome: FAO.

FARIAS JG. 1994. Adaptação de máquina semeadora/adubadora tração animal para plantio direto. In: Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água. Resumos... Florianópolis: SBCS. p. 409.

GASPARIN MF & VIEIRA PF. 2010. A (in)visibilidade social da poluição por agrotóxicos nas práticas de rizicultura irrigada: síntese de um estudo de percepção de risco em comunidades sediadas na zona costeira de Santa Catarina. Desenvolvimento e Meio Ambiente 21: 115-127.

GONZÁLEZ-CHANG M et al. 2020. Understanding the pathways from biodiversity to agro-ecological outcomes: A new, interactive approach. Agriculture, Ecosystems & Environment 301: 1-8.

GRÁCIO MCC. 2020. Análises relacionais de citação para identificação de domínios científicos. 1.ed. Marília: Cultura Acadêmica/UNESP.

GUSTAVSSON J et al. 2011. Global Food Losses and Food Waste. Extent, Causes and Prevention. Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO). Rome: FAO.

HUISMAN J & SMITS J. 2017. Duration and quality of the peer review process: the author’s perspective. Scientometrics. 113: 633–650.

IFPRI 2019. International Food Policy Research Institute. 2019 Global Food Policy Report. International Food Policy Research Institute, Washington, DC. Disponível em: https://www.ifpri.org/publication/2019-global-food-policy-report Acesso em: 28 out. 2021.

ISBEL F. 2015. Agroecology: Agroecosystem diversification. Nature Plants 1: 15041.

KOLLER OL & ZELLER FJ. 1976. The homoeologous relationships of rye chromosomes 4R and 7R with wheat chromosomes. Genetical Research, Cambridge 28:177-188.

LEAKEY RRB. 2020. A re-boot of tropical agriculture benefits food production, rural economies, health, social justice and the environment. Nature Food 1: 260–265.

MOTTET A et al. 2020. Assessing Transitions to Sustainable Agricultural and Food Systems: A Tool for Agroecology Performance Evaluation (TAPE). Frontiers in Sustainable Food Systems 4: 1- 21.

NOLDIN JA. 1981. Introdução e avaliação de cultivares e linhagens de arroz irrigado em Santa Catarina, 1980/81. In: Reunião da Cultura do Arroz Irrigado. Anais... Pelotas: UEPAE. p. 35-38.

NOLDIN JA et al. 1983. Competição regional de cultivares e linhagens de arroz irrigado, Santa Catarina. In: Reunião da Cultura do Arroz Irrigado. Anais... Porto Alegre: IRGA. p.61-66.

OLINGER G. 2020. Aspectos históricos da Extensão Rural no Brasil e em Santa Catarina. Florianópolis: Epagri. 84p. (Documentos 306).

PANDOLFO C et al. 2021. Publicações sobre o zoneamento agrícola em revistas científicas no Brasil de 1995 a 2018. Agrometeoros 29: e026864.

PASQUAL M & PETRI JL. 1978. O óleo "nerol" como agente de quebra da dormência da macieira. Pesquisa Agropecuária Brasileira 13: 27-34.

PASQUAL M et al. 1978. Nitrato de potássio, como agente de quebra de dormência da macieira (Malus domestica), cultivar Golden Delicious. Pesquisa Agropecuária Brasileira 13: 45-51.

RABELO L et al. 2018. Desafios da transição da rizicultura convencional para a orgânica em uma bacia hidrográfica. Revista Ibero Americana de Ciências Ambientais 9: 12-24.

R CORE TEAM. 2021. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing. Vienna, Austria. Disponível em: https://www.R-project.org/. Acesso em: 18 nov.2021

RODHES CJ. 2017. The imperative for regenerative agriculture. Science Progress 100: 80–129.

SANTOS LW et al. 2000. Estratégias organizacionais na trajetória da EMPASC. Revista de Administração Contemporânea 4: 155-176.

SERAFIM JUNIOR V et al. 2021. Capital social no contexto do desenvolvimento da agricultura familiar: um estudo bibliométrico. Grifos 30. 27p.

STAFFORD TG et al. 2019. Scientific engagement and the development of marine aquaculture in Santa Catarina, southern Brazil. Ocean and Coastal Management. 178:1-12.

STRAKA M & STRAKOVA J. 2017. Tokenizing, POS Tagging, Lemmatizing and Parsing UD 2.0 with UDPipe. In: Proceedings of the CoNLL 2017 Shared Task: Multilingual Parsing from Raw Text to Universal Dependencies. Association for Computational Linguistics. Anais… p.88-99.

UN. 2021. United Nations. Glasgow Leaders’ Declaration on Forests and Land Use. In: UN Climate Change Conference (COP26) at the SEC. Glasgow: UN.

VIANNA LFN & PANDOLFO C. 2021. Indicações Geográficas no Brasil: uma análise de pós IG. Indicação Geográfica e Inovação 5: 1259-1273.

VEIGA M et al. 1992. Potencial erosivo das chuvas no estado de Santa Catarina. Agropecuária Catarinense 5: 17-19.

VIDOR MA. 1990. A pastagem na conservação do solo. Agropecuária Catarinense 3: 11-13.

WILDNER LP & DADALTO GG. 1991. Adubos verdes de verão para o Oeste Catarinense. Agropecuária Catarinense. 4: 36-40.

WILDNER LP & DADALTO GG. 1992. Adubos verdes de inverno para o Oeste Catarinense. Agropecuária Catarinense 5: 3-6.

WEISS MA et al. 2018. Seleção de um referencial teórico e análise bibliométrica da gestão do conhecimento e design na agricultura familiar. Revista Poliedro 2: 59-80.

Downloads

Publicado

2022-10-19

Como Citar

VIANNA, L. F. Pesquisa agropecuária: uma análise histórica da produção científica da Epagri. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 21, n. 3, p. 315-323, 2022. DOI: 10.5965/223811712132022315. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/21866. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Multiseções e Áreas Correlatas

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)