Atrizes no teatro amador de São Luís na primeira metade do século XX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1414573102442022e0205

Palavras-chave:

Teatro amador, Teatro maranhense, Atrizes

Resumo

Objetivou-se com este artigo evidenciar nomes e perfis de atrizes do teatro amador de São Luís do começo do século XX. Essa temática se amparou na ausência de registros de nomes de mulheres nas sociedades dramáticas da cidade entre os anos de 1901 e 1919, observada na imprensa local. Contrário ao contexto anterior a 1920, a partir de então há uma difusão, nos jornais locais, de nomes de atrizes amadoras. Quem e quais eram os perfis cênicos das atrizes que desafiaram os dogmas sociais e se destacaram nos palcos do teatro amador de São Luís no começo do século XX? Esses nomes perdidos na história do teatro de São Luís foram arrolados a partir da pesquisa documental centrada nos jornais da época; uma vez que há um hiato neste tema até então. O caráter introdutório deste registro se coaduna à problemática macro verificada em diversos campos do conhecimento que tentam recuperar uma memória ou uma imagem suplantada na História por interesses de gênero e perspectivas morais.

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Biografia do Autor

Gilberto Martins, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA)

Doutorando em Artes pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Licenciado em Teatro pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Professor de Arte/Teatro no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).

Bene Martins, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Pós-doutorado em Estudos de Teatro (Universidade de Lisboa-PT). Doutora em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora Associada da Faculdade de Dança (UFPA) e do (PPGArtes/ICA/UFPA).

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Publicado

2022-09-26

Como Citar

MARTINS, G.; MARTINS, B. A. Atrizes no teatro amador de São Luís na primeira metade do século XX. Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 2, n. 44, p. 1-25, 2022. DOI: 10.5965/1414573102442022e0205. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/22077. Acesso em: 1 dez. 2022.