A propósito de Pieter Bruegel, O Quadro ou a esfera infinita. Por uma reforma teológico-política do entendimento

Autores

  • Laurent Bove UFR sciences humaines, sociales et philosophie - Université de Picardie Jules Verne (UPJV)

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175234613302021109

Palavras-chave:

Verdade efetiva, Imaginação, Imanência, Segunda natureza, Esfera infinita

Resumo

A obra pintada de Bruegel se situa no início de um período de profundas comoções cujo episódio final, Spinoza viveu. A unidade intrínseca de um período histórico vincula, portanto, o pintor e o filósofo: é a unidade de uma luta pela liberdade de expressão. Essa simetria, antes, histórica, do pintor e do filósofo, suscitava a hipótese de outra simetria, epistemológica, entre a imagem e o conceito. Essa dupla simetria está no princípio das minhas interrogações. Será que, como um século mais tarde em Spinoza, o trabalho pictórico de Bruegel já não produzia um dispositivo teórico peculiar que, no seu domínio próprio, refletia “sobre” – e a partir “de” – a distinção entre imaginação e entendimento? Essa questão e a convicção de uma atividade cognitiva da arte envolviam ao mesmo tempo uma hipótese de trabalho e minhas motivações epistemológicas.

Biografia do Autor

Laurent Bove, UFR sciences humaines, sociales et philosophie - Université de Picardie Jules Verne (UPJV)

Professor de filosofia na UFR sciences humaines, sociales et philosophie - Université de Picardie Jules Verne (UPJV), pesquisador na UMR 5037/ ENS-LSH - Ecole Normale Supérieure Lettres et Sciences Humaines.

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Publicado

2021-05-01

Como Citar

Bove, L. . (2021). A propósito de Pieter Bruegel, O Quadro ou a esfera infinita. Por uma reforma teológico-política do entendimento: . Palíndromo, 13(30), 109-126. https://doi.org/10.5965/2175234613302021109