A abstração da caligrafia árabe na fabricação da arte moderna sudanesa

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DOI:

https://doi.org/10.5965/2175234611242019059

Resumo

A proposta deste artigo é analisar o uso da caligrafia árabe por artistas pioneiros da pintura moderna no Sudão nas décadas de 1950 e 1960 e sua relação com o processo de modernização do país. Será problematizado o papel central atribuído à caligrafia no currículo da Escola de Cartum, um dos principais movimentos artísticos no continente africano no período pós-colonial. O debate crítico encabeçado pelos artistas sudaneses Hassan Musa e Abdallah Bashir (Bola), no início dos anos 1970, que viam a abstração da caligrafia árabe como um dos mecanismos de essencialização da arte e da cultura sudanesa também será examinado.

Biografia do Autor

Sandra Mara Salles, Universidade Estadual de Campinas - Unicamp

Doutoranda em História da Arte na Universidade Estadual de Campinas, na Linha de pesquisa Questões de arte não europeia. Realizou estágio de pesquisa no Departamento de História da Arte da Universidade de Chicago, financiada pela bolsa Connecting Art Histories da Getty Foundation. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora, especialização em Estudos Latino-Americanos (Formação Multidisciplinar em História, Sociologia, Economia, Geografia e Mídia ) na Université de la Sorbonne Nouvelle - Paris III e mestrado em Antropologia Social e Etnologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales. Atuou profissionalmente no Museu Afro Brasil, em São Paulo, de 2010 a 2018, como Coordenadora de Difusão e Projetos, trabalhando junto à Diretoria Curatorial no planejamento e realização de projetos de exposições e outras atividades culturais e educativas. Integrou igualmente a equipe de coordenação do Núcleo de Educação da mesma instituição. Tem se dedicado à pesquisa em História da Arte, com ênfase em arte africana, modernismos, arte contemporânea e história das exposições.

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Publicado

2019-06-06

Edição

Seção

Artigos Seção temática