Rumo a uma mudança sustentável. Habilidades manuais em Teatros de Bonecos poloneses: uma perspectiva ecosófica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2595034702252021139

Palavras-chave:

Teatro de Bonecos Polonês, sustentabilidade, trabalhadores artesanais teatrais

Resumo

O principal objetivo do artigo é apresentar e explicar a complexidade do conflito profundo, mas oculto, entre o “topo” e a “base” que está ocorrendo atualmente em muitas instituições teatrais na Polônia, incluindo Teatros de Bonecos. Desde 1989, os teatros de repertórios poloneses têm continuamente se transformado do antigo e altamente hierárquico modo de produção Fordista, para o novo e flexível modo pós-Fordista, que é característico do capitalismo cognitivo e do teatro alternativo neovanguardista. Essas mudanças organizacionais e algumas novas tendências estéticas estão levando à extinção da construção teatral artesanal, na medida em que o trabalho dos artesãos é cada vez mais terceirizado ou substituído por objetos prontos. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de campo qualitativa realizada em seis instituições de Teatro de Bonecos poloneses, cada uma com um alcance diferente, incluindo entrevistas com artesãos teatrais, a fim de examinar as decisões econômicas, tecnológicas e estéticas que causam disfunções e exacerbam a extinção das profissões teatrais de bastidores.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Zofia Smolarska, The Aleksander Zelwerowicz State Theatre Academy in Warsaw

Zofia Smolarska possui bacharelado em Estudos Teatrais, mestrado, doutorado e pós-doutorado cursados pela The Aleksander Zelwerowicz State Theatre Academy de Varsóvia. Atualmente é professora da mesma instituição. Vice-presidente da Associação Polonesa de Estudos Teatrais e membro da equipe editorial do Polish Theatre Journal.

Referências

BAL. Teatr Wierszalin zadziwił Turlajgroszkiem. Życie Warszawy, 23 dez. 1993.

BAL. Rynek pracownika to mit. 2016. Disponível em: http://extra.innpoland.pl/rynek- pracownika-to-mit. Acesso em: 03 jan. 2017.

COOLS, G., GIELEN, P. (ed.) The Ethics of Art. Ecological Turns in the Performing Arts, Amsterdam: Valiz, 2014.

FLORIDA, R. The Rise of the Creative Class: And How it’s transforming work, leisure, community and quotidian life. Nova York: Perseus Book Group, 2002.

GABLIK, S. The Reenchantment of Art. Nova York: Thames & Hudson, 1992.

GLEICK, F. The Acceleration of Just About Everything. Nova York: Pantheon, 1999.

GÓRLIKOWSKI, M. ‘Andrzej Leder: Jeśli klasa średnia jest za bardzo skupiona na sobie, to dos Budap za to po uszach’. Gazeta Wyborcza, vol 307, 23 dez. 2016.

KONECKI, K. Studia z metodologii badań jakościowych. Teoria ugruntowana. Warszawa: PWN, 2000.

KUNST, B. Artist at Work, Proximity of Art and Capitalism. Winchester / Washington: John Hunt Publishing, 2015.

KUUSSAARI, M. et al. Extinction debt: a challenge for biodiversity conservation. Trends in Ecology & Evolution, vol. 24, n. 10. Disponível em: http://www.cell.com/trends/ecology-evolution/abstract/S0169-5347(09)00191-8 . Acesso em: 03 jan. 2017.

SENNET, R. The Craftsmen. New Haven, CT: Yale University Press, 2008.

STOCKI, R. Patologie organizacyjne - diagnoza i interwencje. Cracóvia: Oficyna Ekonomiczna, 2005.

Downloads

Publicado

2021-12-18

Como Citar

SMOLARSKA, Z.; VIEIRA, L. Rumo a uma mudança sustentável. Habilidades manuais em Teatros de Bonecos poloneses: uma perspectiva ecosófica. Móin-Móin - Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas, Florianópolis, v. 2, n. 25, p. 139 - 156, 2021. DOI: 10.5965/2595034702252021139. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/moin/article/view/21423. Acesso em: 16 maio. 2022.