O Centro de Educação e Arte (CEA) e a contribuição de Fanny Abramovich para a Arte-Educação – entrevista com Rosa Iavelberg
DOI:
https://doi.org/10.5965/259446301022026e8596Palabras clave:
Fanny Abramovich, arte, educação, ensino das artesResumen
Esta entrevista foi realizada no contexto de minha pesquisa de doutorado sobre a obra Gramática da Fantasia de Gianni Rodari. Durante a investigação do percurso editorial da obra no Brasil, identifiquei a atuação de Fanny Abramovich, organizadora da coleção em que o livro foi publicado, que ia além do campo editorial. Abramovich também se destacou no âmbito da arte-educação em São Paulo, dimensão de sua trajetória que até então eu desconhecia. Sua atuação demonstrava a promoção de práticas pedagógicas inovadoras, mostrando como a arte e a educação podiam se complementar.
No desenvolvimento da pesquisa, especialmente durante o exame de qualificação, tomei conhecimento de que a arte-educadora Rosa Iavelberg havia sido aluna do curso de formação de professores do Centro de Educação e Arte de São Paulo, instituição carinhosamente chamada de Escolinha da Fanny. Essa descoberta despertou meu interesse em compreender de forma mais aprofundada o funcionamento desse espaço, que oferecia cursos de arte voltados para crianças, bem como programas de formação em arte destinados a professores. O centro se constituía como um importante laboratório de experimentação artística nas décadas de 1960 e 1970, promovendo metodologias inovadoras e reflexões sobre a prática docente.
Motivada por esse contexto, solicitei uma entrevista com Rosa Iavelberg com o objetivo de registrar suas lembranças e percepções sobre a experiência como aluna da Escolinha da Fanny. A conversa buscou documentar aspectos do funcionamento do centro, das atividades e cursos desenvolvidos, bem como a contribuição de Fanny Abramovich para o campo das artes e da educação em São Paulo naquele período.
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Citas
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