Trans-bordamentos na poesia slam: o ver, o existir e o ocupar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/24471267822022174

Palavras-chave:

Poesia Slam, Cultura Visual, Trans-Bordamentos

Resumo

A poesia slam tem sua inspiração nos esportes. Vindo da língua inglesa, o termo poetry slam, é “batida de poesia”. É justamente do que se trata este texto: da poesia como um jogo em que o poema bate em direções distintas e provoca transbordamentos. Os poemas criados para as competições, que acontecem de Norte a Sul do Brasil se transformam possibilidades de deslocamentos estéticos e poéticos. A partir dos estudos da cultura visual, atemo-nos em três perspectivas do contexto dos grupos de slams brasileiros, a que denominamos de trans-bordamentos: o trans-bordamento do ver, do existir e, por fim, o trans-bordamento do ocupar. Nosso percurso por essas bordas que são borradas e transbordadas, levam-nos a um movimento poético que deflagra processos estético-educativos, seja pela ocupação dos lugares, pela re-existência de corpos outros ou seja pela inserção nas telas on-line e nas escolas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jossier Boleão, Universidade Federal de Goiás

Doutorando em Arte e Cultura Visual (FAV/UFG). Mestre em Língua, Literatura e Interculturalidade (POSLLI/UEG). Licenciado em Artes Visuais e Letras Português. Bolsista CAPES

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1525096555122947

E-mail: jossierboleao@gmail.com

Alice Fatima Martins, Universidade Federal de Goiás

Bolsista de produtividade em pesquisa, pelo CNPq. Professora Titular na Faculdade de Artes Visuais, Universidade Federal de Goiás, UFG. Pesquisadora Associada no Programa Avançado de Cultura Contemporânea PACC/UFRJ. Cursou Licenciatura em Educação Artística, habilitação em Artes Visuais, pela Universidade de Brasília (conclusão: 1983). Foi professora de Artes na Educação Básica, com experiências diversas, com maior inserção na rede pública de ensino do Distrito Federal. Mestre em Educação, pela Universidade de Brasília (conclusão: 1997). Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (conclusão: 2004). A tese foi publicada pela Editora da UnB, em 2013, com o título SAUDADES DO FUTURO: a ficção científica no cinema e o imaginário social sobre o devir. Pós-Doutorado no Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ (2010). O resultado da pesquisa foi publicado, em 2013: CATADORES DE SUCATA DA INDÚSTRIA CULTURAL, pela FUNAPE/Editora da UFG. Pós-doutorado pela Universidade de Aveiro, com o projeto de pesquisa O CINEMA DE MARIA (2017). Na Faculdade de Artes Visuais da UFG, atua no curso de Licenciatura em Artes Visuais (presencial e a distância), e no Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual, do qual foi coordenadora de 2005 a 2008, e de 2012 a 2014. Foi editora da Revista Visualidades (UFG) entre julho/2014 e dezembro/2016, e integrou a equipe editorial atual (março/2019 a julho/2020). Publicou o livro OUTROS FAZEDORES DE CINEMA, pela Editora Zouk, 2019. Coordena a REdArtH, Rede Internacional de Pesquisa em Educação, Arte e Humanidades (DGP/CNPq), e integra a Red de Estudios de la Cultura Visual Abya Yala. É membro das seguintes entidades de pesquisa: Associação Nacional de Pesquisa em Artes Plásticas (ANPAP), Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), AO NORTE Associação de Produção e Animação Audiovisual. Tem experiência em: a) Artes Visuais; b) Sociologia, com ênfase em Sociologia da Cultura e da Arte; c) Educação, com ênfase na formação de professores em Artes Visuais, e nas relações entre visualidades contemporâneas, cinema e educação. Atua nos campos em que se entrecruzam estudos culturais, cultura visual, ensino de artes visuais, cinema, fotografia, relações entre cinema e educação.

Referências

ALCADE, Emerson (org.). Coleção Slam. LGBTQIA+. V. 4, São Paulo: Editora Autonomia Literária, 2019.

BOLEÃO, Jossier Sales. Na rua não tem jeito de cair: poetry slam na ágora digital. In: MARTINS, Alice F.; RIBEIRO, Regilene A. Sarzi; FAKHOURY, Renata; PPONCE, Wendy Montes (Orgs.). Os signos na arte, na comunicação e nas cidades. 1a edição. Aveiro: Ria Editoral, 2020.

CIRÍACO, Rodrigo. Antologia Slam – Rachão Poético, Copa mundão de poesia. Edições Um Por Todos. São Paulo: Selo do Burro, 2019.

HERNÁNDEZ, Fernando. A cultura visual como um convite à deslocalização do olhar e ao reposicionamento do sujeito. In: MARTINS, Raimundo; TOURINHO, Irene (org.). Educação da Cultura Visual. Santa Maria: Editora UFSM. Edição do Kindle, 2020.

INTERNACIONAL SITUACIONISTA – ANTOLOGIA. Lisboa: Antígona, 1997.

MIRZOEFF, Nicholas. O direito a olhar. ETD – Educ. Temat. Digit. Campinas, São Paulo, v.18, nº 4, p. 745-768, out./ dez., 2016.

NASCIMENTO, Roberta Marques do. Vocigrafias. 2019. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2019.

PRADA, Juan Martín. Otro tiempo para el arte. Cuestiones y comentarios sobre el arte actual. Valencia: Sendemà Editorial, 2012.

SMITH, Mark Kelly; KRAYNAK, Joe. Take the mic: The art of performance poetry, slam and the spoken word. Sourcebooks MediaFusion, 2009.

VILLADA, Camila Sosa. O parque das irmãs magníficas. São Paulo: Planeta, 2021.

Downloads

Publicado

2022-10-06

Como Citar

BOLEÃO, J.; MARTINS, A. F. Trans-bordamentos na poesia slam: o ver, o existir e o ocupar. Revista Apotheke, Florianópolis, v. 8, n. 2, p. 174-187, 2022. DOI: 10.5965/24471267822022174. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/apotheke/article/view/22360. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos Seção temática