Comportamento de leitões na fase de creche submetidos ao enriquecimento ambiental

Autores

  • Tiago Vieira de Andrade Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.
  • Larissa Siqueira Andrade Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.
  • Leonardo Atta Farias Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.
  • Paulo Henrique Amaral Araújo de Sousa Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil. http://orcid.org/0000-0001-7194-9852
  • Laylson da Silva Borges Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI, Brasil.
  • Raimundo Nonato Vieira Santos Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.
  • Barbara Silveira Leandro de Lima Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Cicero Pereira Barros Junior Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil.
  • Sandro Tavares Carvalhinho Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711832019346

Palavras-chave:

bem-estar animal, comportamento exploratório, suinocultura

Resumo

O enriquecimento ambiental constitui no aperfeiçoamento das instalações na forma de estímulos ambientais necessários para alcançar o bem-estar dos animais nas condições psíquico, fisiológico e melhor qualidade de vida. Nos últimos anos, o bem-estar animal vem se tornando um dos maiores desafios para os modernos sistemas de produção. A pressão da sociedade e do mercado internacional para que os sistemas de produção respeitem o bem-estar animal, aumenta a necessidade de pesquisas que possam gerar conhecimentos sobre possíveis formas de se produzir suínos garantindo a lucratividade do sistema em combinação com a manutenção da qualidade de vida dos mesmos. Sendo assim, objetivou-se com este estudo avaliar o comportamento de leitões na fase de creche submetidos a enriquecimento ambiental. Foram utilizados 12 suínos na fase de creche, distribuídos em dois tratamentos, com presença e ausência de enriquecimento ambiental. Para avaliação das variáveis comportamentais foram observadas as seguintes características: em pé, deitado, explorando, cheirando, bebendo, comendo, ócio, fuçando, defecando, urinando, sentado, andando, vocalizando, mordendo, brincando e brigando. As observações foram realizadas a cada 10 minutos durante seis dias. Houve diferença significativa (p<0,05) para os comportamentos brincando, comendo e mordendo em relação aos tratamentos avaliados. Não houve diferença significativa (p>0,05) para o comportamento brigando em relação aos tratamentos, dias e animais. O comportamento dos animais foi influenciado pela presença do enriquecimento ambiental, em que o mesmo proporcionou a diminuição de alguns comportamentos indesejáveis nos sistemas de produção.

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Biografia do Autor

Tiago Vieira de Andrade, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Goiás - UFG.

Larissa Siqueira Andrade, Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.

Graduada em Zootecnia pela Universidade Federal do Piauí - UFPI.

Leonardo Atta Farias, Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.

Professor do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Piauí - UFPI.

Paulo Henrique Amaral Araújo de Sousa, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil.

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

Laylson da Silva Borges, Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI, Brasil.

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal da Universidade Federal do Piauí - UFPI.

Raimundo Nonato Vieira Santos, Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.

Mestrando do Programa de Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Universidade Federal do Piauí - UFPI.

Barbara Silveira Leandro de Lima, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Ceará - UFC.

Cicero Pereira Barros Junior, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil.

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

Sandro Tavares Carvalhinho, Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, PI, Brasil.

Graduando em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Piauí - UFPI.

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Publicado

2019-07-30

Como Citar

ANDRADE, T. V. de; ANDRADE, L. S.; FARIAS, L. A.; SOUSA, P. H. A. A. de; BORGES, L. da S.; SANTOS, R. N. V.; LIMA, B. S. L. de; BARROS JUNIOR, C. P.; CARVALHINHO, S. T. Comportamento de leitões na fase de creche submetidos ao enriquecimento ambiental. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 18, n. 3, p. 346-351, 2019. DOI: 10.5965/223811711832019346. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/8688. Acesso em: 30 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Animais e Produtos Derivados

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