Fenologia e caracterização físico-químicas e produtivas da videira ‘Brs Carmem’ produzida no oeste do Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811712042021286

Palavras-chave:

suco de uva , viticultura , comportamento fenológico

Resumo

Objetivou-se avaliar o comportamento fenológico, e as características físico-químicas e produtivas da videira ‘BRS Carmem’ cultivadas em Palotina, PR. A avaliação das videiras enxertadas sobre IAC 572 ‘Tropical’, espaçadas em 1,5 x 2,5 m, e conduzidas em espaldeira foi realizada nas safras 2019/2020 e 2020/2021. Foram utilizadas 20 plantas representativas do pomar experimental da UFPR – Setor Palotina. A avaliação do comportamento fenológico foi realizada a partir de observação de ramos selecionados, a partir da poda de frutificação realizada em meados de agosto, caracterizando-se a duração em dias de cada um dos seguintes subperíodos: poda à gema-algodão (PO-GA); poda à brotação (PO-BR); poda ao aparecimento da inflorescência (PO-AI); poda ao florescimento (PO-FL); poda ao início da maturação (PO-IM) das bagas; poda à colheita (PO-CO), sendo confeccionados diagramas em escala de dias. Por ocasião da colheita quantificou-se o número de cachos por planta, massa dos cachos e a partir destes dados foram estimadas a produção (kg planta-1) e produtividade (t ha-1). Para avaliação do mosto foram coletados dois cachos por planta, dos quais retirou-se seis bagas por cacho para avaliação do teor de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação de índice de maturação (SS/AT) e o teor de antocianinas (mg g-1). Quanto ao número de cachos verificou se em média 48 cachos por planta com massa média de 133 g. As estimativas da produção por planta e produtividade foram de 6,4 kg e 17,1 t ha-1, respectivamente. Os teores médios de SS, AT, SS/AT e antocianinas, foram de 18°Brix, 0,97% de ácido tartárico, 18,4 e 4,97 mg g-1, respectivamente. As características produtivas e a qualidade do mosto da ‘BRS Carmem’ cultivadas na região Oeste do Paraná estão dentro dos padrões desejáveis para elaboração de suco de uva.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABE LT et al. 2007. Compostos fenólicos e capacidade antioxidante de cultivares de uvas Vitis labrusca L. e Vitis vinifera L. Ciência e Tecnologia de Alimentos 27: 394-400.

ASSIS AM et al. 2011. Evolução da maturação e características físico-químicas e produtivas das videiras ‘BRS Carmem’ E ‘Isabel’. Revista Brasileira de Fruticultura Esp: 493-498

BAILLOD M & BAGGIOLINI M. 1993. Les stades répères de la vigne. Revue Suisse de Viticulture Arboriculture Horticulture 28: 7-9.

BARCIA MT et al. 2014. Phenolic composition of grape and winemaking by-products of Brazilian hybrid cultivars BRS Violeta and BRS Lorena. Food Chemistry 159: 95-105.

BLOUIN J & GUIMBERTEAU G. 2000. Maturation et maturité des raisins. Bordeaux: Éditions Féret.

BOLIANI AC & PEREIRA FM. 1996. Avaliação fenológica de videiras (Vitis vinifera L.), cvs. Itália e Rubi, submetidas à poda de renovação na região oeste do Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Fruticultura 18: 193-200.

BRASIL. 2014. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Decreto n° 8, de 20 de fevereiro de 2014. Complementação dos Padrões de Identidade e Qualidade do Vinho e Derivados da Uva e do Vinho. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.

BURIN VM et al. 2014. Bioactive compounds and antioxidant activity of Vitis vinifera and Vitis labrusca grapes: Evaluation of different extraction methods. Microchemical Journal 114: 155–163.

CAMARGO UA et al. 2010. Embrapa Uva e Vinho: novas cultivares brasileiras de uva. Bento Gonçalves. Embrapa Uva e Vinho.

CAMARGO UA et al. 2008. BRS Carmem: nova cultivar de uva tardia para suco. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho. 8p. (Comunicado Técnico).

DAS PK et al. 2012. Sugar-hormone cross-talk in anthocyanin biosynthesis. Molecules and Cells 34: 501-507.

DELGADO-VARGAS F et al. 2000. Natural Pigments: Carotenoids, Anthocyanins, and Betalains – Characteristics. Biosynthesis. Processing. and Stability. Critical Reviews in Food Science and Nutrition 40: 173-289.

FERRI V. C et al. 2017. Aceitação de blends de uvas ‘Bordô’ e ‘Isabel’ em sucos, Brazilian Journal of Food Research 8: 88-101.

GHAN R et al. 2017. The common transcriptional subnetworks of the grape berry skin in the late stages of ripening BMC. Plant Biology 17: 94–94.

HERNANDES JL et al. 2010. fenologia e produção de cultivares americanas e híbridas de uvas para vinho, em Jundiai-SP. Revista Brasileira de Fruticultura 32: 135-142.

INSTITUTO ADOLFO LUTZ. 2005. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz. Disponível em: http://www.ial.sp.gov.br/resources/editorinplace/ial/2016_3_19/AnalisedeAlimentosial_2008.pdf?

attach=true. Acesso em: 14 mai. 2020.

JUBILEU BS et al. 2010. Caracterização fenológica e produtiva das videiras ‘cabernet sauvignon’ e ‘alicante’ (Vitis vinifera L.) produzidas fora de época. no norte do Paraná. Revista Brasileira de Fruticultura 32: 451-462.

KISHINO AY et al. 2019. Viticultura Tropical: o sistema de produção de uvas de mesa do Paraná. 2.ed. Londrina: IAPAR.

KLEIN CF et al. 2014. Oeste em desenvolvimento. Boletim de Conjuntura Econômica Regional do Oeste do Paraná. Núcleo de Desenvolvimento Regional e do Grupo de Pesquisas em Desenvolvimento Regional e Agronegócio da Universidade Estadual do Oeste do Paraná: Toledo.

KOYAMA R et al. 2014. Épocas de aplicação e concentrações de ácido abscísico no incremento da cor da uva ‘Isabel’, Semina: Ciências Agrárias 35: 1697-1706.

LEÃO PCS & SILVA EEG. 2003. Caracterização fenológica e requerimentos térmicos de variedades de uvas sem sementes no Vale do São Francisco. Revista Brasileira de Fruticultura 25: 379-382.

MANDELLI F et al. 2004. Fenologia e necessidades térmicas da videira na Serra Gaúcha. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, Anais... Florianópolis.

MANFROI L et al. 2004. Evolução da maturação da uva ‘Cabernet Franc’ conduzida no sistema lira aberta. Ciência Agrotecnica 28: 306-313.

MARIANI JA. 2017. Fenologia e produtividade de cultivares de videiras para suco em sistema agroecológico. Dissertação (Mestrado). Dois Vizinhos: UTFPR 67p.

MAZZA G. 1995. Anthocyanins in grapes and grape products. Critical Reviews in Food Science and Nutrition 35: 341-371.

MELLO LMR. 2014. Vitivinicultura brasileira: Panorama 2013. Bento Gonçalves: EMBRAPA, 6p. Comunicado técnico. 156.

MELLO LMR & MACHADO CAE. 2020. Vitivinicultura brasileira: panorama 2019. Bento Gonçalves: EMBRAPA. Comunicado técnico. 214.

NAGATA KR et al. 2000. Temperatura-base e soma térmica (graus-dia) para videiras “Brasil” e “Benitaka”. Revista Brasileira de Fruticultura 22: 329-333.

NEIS S et al. 2010. Caracterização fenológica e requerimento térmico para a videira Niagara Rosada em diferentes épocas de poda no sudoeste Goiano. Revista Brasileira de Fruticultura 32: 931-937.

PAIVA APM. 2018. Fenologia, produção e qualidade de uvas para processamento. Tese doutorado. Botucatu: UEP. 108p.

PEPPI MC & FIDELIBUS MW. 2006. Abscisic acid application timing and concentration affect firmness, pigmentation and color of ‘Flame Seedless’ grapes. HortScience 41: 1440.

PROTAS JFS & CAMARGO UA. 2010. Vitivinicultura Brasileira. Panorama Setorial em 2010. IBRAVIN: Embrapa Uva e Vinho.

RIZZON LA et al. 2004. Processamento de uva, vinho tinto, graspa e vinagre. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica.

ROBERTO SR et al. 2012. ‘Black star’: uma mutação somática natural da uva fina de mesa cv. Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura 34: 947-950.

SANTOS HG et al. 2018. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5.ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos.

SATO AJ et al. 2008. Fenologia e demanda térmica das videiras Isabel e Rubea sobre diferentes porta-enxertos na região norte do Paraná. Semina: Ciências Agrárias 29: 283-292.

SILVA MJR. 2018. Potencial agronômico e compostos bioativos em uvas e sucos de uva de cultivares Vitis labrusca L. e híbridas sobre diferentes porta-enxertos em região tropical do sudeste brasileiro. Tese doutorado. Botucatu: UEP.123p.

SINGH CK et al. 2015. Resveratrol, in its natural combination in whole grape, for health promotion and disease management. Annals of the New York Academy of Sciences 1348: 150-160.

TONIETTO J & MANDELLI F. 2003. Uvas Viníferas para Processamento em Regiões de Clima Temperado Embrapa Uva e Vinho. Sistema de Produção.

VIMOLMANGKANG S et al. 2014. Transcriptome analysis of the exocarp of apple fruit identifies light-induced genes involved in red color pigmentation. Gene 534: 78-87.

WANG XC et al. 2017. Comparative transcriptome analysis of berry-sizing effects of gibberellin (GA3) on seedless Vitis vinifera L.. Genes Genomics 39: 493-507.

WARMLING MI. 2017a. Variabilidade espacial do solo e efeito da safra sobre a produtividade e composição da uva e do vinho no Planalto Catarinense. Dissertação Mestrado. Lages: UESC. 95p.

XU WP et al. 2014. Effect of calcium on strawberry fruit flavonoid pathway gene expression and anthocyanin accumulation Plant Physiology and Biochemistry 82: 289-298.

YAMAMOTO LY et al. 2011. Evolução da maturação da uva ‘BRS Clara’ sob cultivo protegido durante a safra fora de época. Bragantia 70: 825-831.

ZANUS MC. 2015. Panorama da vitivinicultura brasileira. In: Congresso Brasileiro de Viticultura e Enologia. Palestras... Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho.

ZHAO CN et al. 2017. Fruits for Prevention and Treatment of Cardiovascular Diseases. Nutrients 9: 598.

Downloads

Publicado

2021-12-20

Como Citar

SATO, A. J.; TARTARO, E. L.; BOTELHO, R. V.; MARTINEZ, J. F.; OLIVEIRA, T. L. A. de; RIBEIRO, L. T. M.; BINOTTO, C. Fenologia e caracterização físico-químicas e produtivas da videira ‘Brs Carmem’ produzida no oeste do Paraná . Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 20, n. 4, p. 286-293, 2021. DOI: 10.5965/223811712042021286. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/20544. Acesso em: 21 jan. 2022.

Edição

Seção

Artigo de Pesquisa - Ciência de Plantas e Produtos Derivados