Exatidão cartográfica de três MDE disponíveis para o Estado de Santa Catarina

Autores

  • Gustavo Eduardo Pereira Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências Agroveterinárias.
  • Alexandre ten Caten Universidade Federal de Santa Catarina, Campus de Curitibanos

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711812019258

Palavras-chave:

geoprocessamento, sensoriamento remoto, SRTM, TOPODATA

Resumo

O presente estudo objetivou apresentar uma avaliação independente do potencial de um modelo digital de elevação (MDE/SC), gerado por aerofotogrametria, para aplicações as quais demandem escalas detalhadas no Estado de Santa Catarina. Foram coletados 20 pontos de controle e comparados com valores altimétricos derivados do MDE/SC, SRTM v.4.1 e TOPODATA conforme especificações da PEC-PCD. O MDE/SC atendeu aos requisitos da escala 1:10.000 na classe C, enquanto os MDE SRTM v.4.1 e TOPODATA foram enquadrados na escala 1:50.000 classes A e B, respectivamente. A classificação do MDE/SC condiz com a informada no relatório do aerolevantamento e, assim, recomenda-se o emprego do MDE/SC em estudos e levantamentos os quais demandem escalas detalhadas no Estado de Santa Catarina.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gustavo Eduardo Pereira, Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências Agroveterinárias.

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo

Alexandre ten Caten, Universidade Federal de Santa Catarina, Campus de Curitibanos

Professor do Programa de Pós-graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais

Referências

BHANG KJ & SCHWARTZ F 2008. Limitations in hydrologic applications of C-Band SRTM DEM in low-relief settings. IEEE Geoscience and Remote Sensing Letters 5: 497-501.

BRUBACHER JP et al. 2012. Avaliação de bases SRTM para extração de variáveis morfométricas e de drenagem. Geociências 31: 381-393.

CHAGAS CS et al. 2010. Avaliação de modelos digitais de elevação para aplicação de um mapeamento digital de solos. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 14: 218-226.

EXÉRCITO BRASILEIRO. 2011. Especificação Técnica para a Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-ADGV) Versão 2.1.3. Diretoria de Serviço Geográfico do Exército Brasileiro. 254p.

IBGE. 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Monografias municipais: Curitibanos, Santa Catarina. Disponível em: <ftp://ftp.ibge.gov.br/Temporario_Edigrafica/monografias_curitibanos.pdf>. Acesso em 15 set. 2018.

JACQUES PD et al. 2012. A comparison for a multiscale study of structural lineaments in southern Brazil: LANDSAT-7 ETM+ and shaded relief images from SRTM3-DEM. Anais da Academia Brasileira de Ciências 84: 931-942.

JARVIS A et al. 2008. Hole-filled SRTM for the globe Version 4, available from the CGIAR-CSI SRTM 90 m Database. Disponível em: <http://srtm.csi.cgiar.org>. Acesso: em 28 fev. 2018.

MICELI BS et al. 2011. Avaliação vertical de modelos digitais de elevação (MDEs) em diferentes configurações topográficas para médias e pequenas escalas. Revista Brasileira de Cartografia 63: 191-201.

MOMO MR et al. 2016. Desempenho do modelo HAND no mapeamento de áreas suscetíveis à inundação usando dados de alta resolução espacial. Revista Brasileira de Recursos Hídricos 21: 200-208.

MORAIS JD. 2017. Avaliação de modelos digitais de elevação provenientes de dados de sensoriamento remoto de distribuição gratuita. Dissertação (Mestrado em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais). Belo Horizonte: UFMG. 94p.

MOURA-BUENO JM et al. 2016. Assessment of Digital Elevation Model for Digital Soil Mapping in a Watershed with Gently Undulating Topography. Revista Brasileira de Ciência do Solo 40: 1-15.

NOGUEIRA JUNIOR JB. 2003. Controle de qualidade de produtos cartográficos: uma proposta metodológica. Dissertação (Mestrado em Ciências Cartográficas). Presidente Prudente: UNESP. 143p.

PENG Y et al. 2015. Global trends in DEM-related research from 1994 to 2013: a bibliometric analysis. Scientometrics 105: 347–366.

PINHEIRO ES. 2006. Comparação entre dados altimétricos Shuttle Radar Topography Mission, Cartas Topográficas e GPS: numa área com relevo escarpado. Revista Brasileira de Cartografia 58: 1-9.

RODRIGUES TG et al. 2011. Evaluation of the altimetry from SRTM-3 and planimetry from high-resolution PALSAR FBD data for semi-detailed topographic mapping in the Amazon Region. Anais da Academia Brasileira de Ciências 83: 953-966.

SANTOS PRA et al. 2006. Avaliação da precisão vertical dos modelos SRTM para a Amazônia. Revista Brasileira de Cartografia 58: 101-107.

SCHAEFER-SANTOS J et al. 2013. Mapeamento de campos hidromórficos na serra Catarinense por meio de modelagem hidrológica. Floresta e Ambiente 20: 316-326.

SDE/PE. 2016. Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Pernambuco tridimensional: Manual para obtenção dos dados. Disponível em: <http://www.pe3d.pe.gov.br/documentos/manual.pdf>. Acesso em: 16 de set. 2018.

SDS. 2012. Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável. Relatório de produção final: Edital de concorrência pública n°0010/2009. Engemap. 202p.

SHAN J & TOTH C. 2009. Topographic Laser Ranging and Scanning: Principles and Processing. CRC Press. 590p.

SOUZA JOP. 2015. Análise da precisão altimétrica dos modelos digitais de elevação para área semiárida do nordeste brasileiro. Revista do Departamento de Geografia 30: 56-64.

TEN CATEN A et al. 2016. Quality of a digital terrain model for Santa Catarina State. Engenharia Agrícola 36: 1261-1271.

VALERIANO MM & ROSSETTI DF. 2012. Topodata: Brazilian full coverage refinement of SRTM data. Applied Geography 32: 300-309.

Downloads

Publicado

2019-06-19

Como Citar

PEREIRA, G. E.; TEN CATEN, A. Exatidão cartográfica de três MDE disponíveis para o Estado de Santa Catarina. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 18, n. 2, p. 258-262, 2019. DOI: 10.5965/223811711812019258. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/13159. Acesso em: 1 out. 2022.

Edição

Seção

Nota de Pesquisa - Ciência do Solo e do Ambiente