A presença do riso na Capoeira Angola

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5965/14145731023820200041

Palabras clave:

Malandragem, Capoeira Angola, Riso, Risível, Jogo

Resumen

Neste artigo analisamos a presença do riso na roda de Capoeira Angola, utilizando como principais campos de análises o arquétipo do malandro e a ética da malandragem. O riso constitui-se num fenômeno sócio antropológico que instaura o humor e o cômico nos absurdos da existência e na percepção da inadaptação ou da distração particular do indivíduo em relação aos costumes sociais. No imaginário popular o arquétipo do malandro evoca esperteza, sagacidade e engenhosidade e é bastante enaltecido entre os angoleiros. A malandragem na Capoeira Angola é aqui discutida a partir da dimensão corporal, com ênfase no jogo, na brincadeira e especialmente no riso. Analisamos o transcurso da malandragem como algo que se consolidou no Brasil no início do Século XX e tem influenciado sobremaneira a prática da capoeira até os dias atuais.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Renata de Lima Silva, Universidade Federal de Goiás (UFGO)

    Doutora em Artes pela Unicamp. Professora do curso de Dança, do Programa de Pós-graduação em Artes da Cena  e do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Performances Culturais, da Universidade Federal de Goiás. Capoeirista do Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô.

  • José Luiz Cirqueira Falcão, Universidade de Goiás (UFG)

    Professor aposentado da Universidade Federal de Goiás. Doutor em Educação pela UFBA.

  • Elderson Melo Miranda, Universidade Federal de Goiás (UFGO)

    Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Performances Culturais da Universidade Federal de Goiás.

Referencias

ABIB, P. R. J. Capoeira Angola: cultura popular e o jogo dos saberes na roda. 2004. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, 2004.

ABREU, F. O barracão do mestre Waldemar. Salvador: Organização Zarabatana, 2003.

ALBERTI, V. O riso e o risível na história do pensamento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.

ALMEIDA, M. A. D. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Klick, 1997.

BAKHTIN, M. A cultura popular na idade média e no renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara Frateschi Vieira. 8a. ed. Brasília: Hucitec, 2013.

BARNI, R. A Loucura de Isabela e outras Comédias da Commedia Dell`Arte. São Paulo: Iluminuras Ltda., 2003.

BASQUES, M. O riso como expressão de um modo de entendimento: do bergsonismo à antropologia. Scientiae Studia - Revista Latino-Americana de Filosofia e História da Ciência, São Paulo, 9, n. 1, p. 105-128, 2011. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/s1678-31662011000100006>. Acesso em: 4 set. 2019.

BERGSON, H. O riso – ensaio sobre a significação da comicidade. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

BRUM, J. T. O riso e a jubilação. In: KANGUSSU, O. I., et al. O cômico e o trágico. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008. Cap. 4, p. 56-58.

DAMATTA, R. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. 5. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.

DIAS, A. A. Mandinga, manha & malícia: uma história sobre os capoeira na capital da Bahia (1910-1925). Salvador: EDUFBA, 2006.

FALCÃO, J. L. C. O jogo da capoeira em jogo e a construção da práxis capoeirana. 2004.Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004.

LIGIÉRO, Z. Malandro divino: a vida e a lenda de Zé Pelintra, personagem mítico da lapa carioca. Rio de Janeiro: Record, 2004.

MOREIRA, A. Canjiquinha: alegria da capoeira. Salvador: A Rasteira, 1989.

MURICY, C. Viva Pastinha. Ministério da Cultura do Governo Brasileiro, 52 min., 1999.

PANTANO, A. A. A personagem palhaço. São Paulo: UNESP, 2007.

PAVIS, P. Dicionário de Teatro. Trad. Maria Lúcia Pereira e Jacob Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1999.

REIS, L. V. S. O mundo de pernas para o ar: a capoeira no Brasil. São Paulo: Publisher Brasil, 1997.

SALVADORI, M. A. B. Pedaços de uma sonora tradição popular (1890–1950). Universidade Estadual de Campinas. Campinas, São Paulo, 1990.

SILVA, R. L. Mandinga da rua: a construção do corpo cênico a partir de elementos da cultura popular urbana. 2005. Dissertação (Mestrado em Artes) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, Campinas, São Paulo, 2005. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/284844>. Acesso em: 4 ago. 2019.

Publicado

2020-09-24

Cómo citar

A presença do riso na Capoeira Angola. Urdimento, v. 2, n. 38, p. 1–23, 24 sep.2020.

Artículos más leídos del mismo autor/a