O cineclube como alfabetização audiovisual na escola
DOI:
https://doi.org/10.5965/25944631012026e7746Palavras-chave:
Abordagem triangular, Alfabetização audiovisual, Cineclubismo, Ensino Médio, Pedagogia críticaResumo
O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de campo cartográfica realizada pela autora entre 2024 e 2025, fundamentada no cineclubismo e na apropriação da abordagem triangular, enfatizando os eixos ver, fruir, discutir, analisar e criar como proposta de alfabetização audiovisual no ensino médio. O princípio norteador do projeto cineclubista foi o uso de uma curadoria fílmica ludovicense, contexto sociocultural no qual a pesquisa se insere, como instrumento de reconhecimento, identidade e pertencimento dos educandos, com objetivo de promover uma aprendizagem significativa e emancipadora, em consonância com os pressupostos freireanos de uma educação problematizadora e voltada ao desenvolvimento da consciência crítica da realidade social e política. O campo empírico da pesquisa abrangeu três Centros Educa Mais (CEM) da cidade de São Luís do Maranhão, instituições de tempo integral do ensino médio. A investigação buscou responder à seguinte questão: de que modo o cineclubismo pode configurar-se como proposta viável para uma alfabetização audiovisual no ensino médio? Para isso, a pesquisa analisou tanto os referenciais teórico-legais que amparam a prática docente no campo da educação audiovisual quanto os dados empíricos produzidos durante a execução do projeto Cineclube na Escola.
Downloads
Referências
BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte. 7. ed. São Paulo: Perspectiva, 1999.
BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e mudanças no ensino da arte. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
BARROS, Laura Pozzana de; KASTRUP, Virgínia. Cartografar é acompanhar processos. In: PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana (Orgs.). Pistas do método da cartografia: pesquisa‑intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009. p. 52–75.
BERGALA, Alain. A hipótese-cinema. Rio de Janeiro: Booklink; CINEAD-LISE-FE/UFRJ, 2008. (Coleção Cinema e Educação).
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Lei nº 12.343, de 2 de dezembro de 2010. Institui o Plano Nacional de Cultura – PNC, cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais – SNIIC e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3 dez. 2010.
BRASIL. Lei nº 13.006, de 26 de junho de 2014. Altera o § 8º do art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para obrigar a exibição de filmes de produção nacional nas escolas de educação básica. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 27 jun. 2014.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 26 nov. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Lei nº 13.278, de 2 de maio de 2016. Altera o § 6º do art. 26 da Lei nº 9.394/1996 para tratar da obrigatoriedade dos conteúdos de artes. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3 maio 2016. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13278.htm. Acesso em: 26 nov. 2025.
BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera a Lei nº 9.394/1996 para dispor sobre a política de fomento à implementação de escolas de ensino médio em tempo integral. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 fev. 2017. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm. Acesso em: 26 nov. 2025.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 20 set. 2025.
BRASIL. Senado Federal. Projeto de Lei nº 185, de 2008. Acrescenta o parágrafo 6º no art. 26 Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para obrigar a exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional nas escolas da educação básica. 2008. Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/85084. Acesso em: 02 dez. 2025.
BUORO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: EDUC, 2002.
CNC. Conselho Nacional de Cineclubes. Pauta 2023-2026. Blog Utopia CNC. 2023. Disponível em: https://blogs.utopia.org.br/cnc/ao-gabinete-de-transicao-governamental-grupo-tecnico-vii-cultura/. Acesso em: 24 jul. 2025.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011.
DONDIS, Donis. A Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
FICC. FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CINECLUBES. Carta dos Direitos do Público. Tabor, 1987. Disponível em: https://blogs.utopia.org.br/direitosdopublico/apresentacao/leitura-carta/. Acesso em: 29 nov. 2025.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1982.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FRESQUET, Adriana (org.). Filmes brasileiros na escola? Rio de Janeiro: Cinemas e Educações, 2022.
FRESQUET, Adriana (org.). Proposta do Programa Nacional de Cinema na Escola. Documento elaborado por grupos de trabalho temáticos no CineOP – 19ª Mostra de Cinema de Ouro Preto. Ouro Preto: Universo Produção, 2024. Disponível em: https://www.educacao.ufrj.br/wp-content/uploads/2025/08/Proposta-de-Programa-Nacional-de-Cinema-na-Escola_final-1.pdf. Acesso em: 17 ago. 2025.
FIGUEIREDO, Hermano; BARBOSA, Regina Célia; SEABRA, Carlos. Cineclubismo: organização e funcionamento. Oficina Digital; Vento Nordeste, 2023. Disponível em: https://oficina.com.br/cineclubismo/. Acesso em: 28 nov. 2025.
GOUVEIA, Alexandre Bruno. Brito, Wendell Emmanuel. Da sala de cinema para sala de aula. [Material Didático]. 38º Guarnicê de Cinema, São Luís, 2015.
KASTRUP, V. O método da cartografia e os quatro planos de pesquisa-intervenção. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V.; TEDESCO, S. (orgs.). Pistas do método da cartografia II: a experiência da pesquisa e o plano comum. Porto Alegre: Sulina, 2014. p. 31-52.
LEWIS, Charlton T.; SHORT, Charles. A Latin dictionary. Oxford: Clarendon Press, 1879.
MACEDO, A. Cineclubismo educativo: práticas e fundamentos. São Paulo: Summus, 2010.
MARTINS, Mirian Celeste. Mediações culturais e contaminações estéticas. Revista GEARTE, Porto Alegre, v. 1, n. 3, p. 1–16, 2014. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/52575. Acesso em: 28 nov. 2025.
MARTINS, Mirian Celeste. A formação estética do professor: a arte-educação, uma metodologia. São Paulo: Cortez, 1998.
ONU. Organização das Nações Unidas. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948. Disponível em: https://www.oas.org/dil/port/1948%20Declara%C3%A7%C3%A3o%20Universal%20dos%20Direitos%20Humanos.pdf. Acesso em: 26 nov 2025.
PILLAR, Analice Dutra (Org.). A educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre: Mediação, 2014.
SAMPAIO, Juliano Casimiro de Camargo et al. (org.). Léxico da arte/educação brasileira. Curitiba: CRV, 2024.
SANTOS, M. A. Escritos de alfabetização audiovisual. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Monica Rodrigues de Farias

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 Internacional, que permite:
1. Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
2. Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.De acordo com os termos seguintes:
1. Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas . Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
2. Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita -
Plágio, em todas as suas formas, constitui um comportamento antiético de publicação e é inaceitável. Esta revista utiliza o software iThenticate de controle de similaridade.

