A Voz do poema: a phoné e a poiesis no canto sem palavras

Autores

  • Rodolfo Piskorski Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5965/1808312907092012297

Palavras-chave:

música vocal, vocalise, poesia, teoria da linguagem

Resumo

Este artigo explora conceitualmente os problemas teóricos da poesia em sua relação com a prosa, a escrita e a voz como esboço de uma teoria para se pensar a música vocal sem palavras. Primeiramente, possíveis definições da poesia são discutidas, juntamente com outras dicotomias problemáticas relacionadas à linguagem (fala/escrita, canto/fala, humano/animal). A música vocal sem palavras é identificada como um lócus privilegiado para se pensar a relação entre a voz, a linguagem, a música, e o corpo. O uso do canto sem palavras é analisado em duas peças em relação as questões da voz, da linguagem, do significado, e do corpo, sendo ambas baseadas em poemas muito diferentes: La Mort d’Ophélie, canção para voz e piano de Hector Berlioz (1842), e Flos Campi, para viola solo, coro e orquestra, de Ralph Vaughan-Williams (1925). Finalmente, elenca-se algumas conclusões com relação ao caráter único do canto sem palavras em relação ao papel ambíguo da voz na filosofia da linguagem e na teoria do poema.

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Publicado

2018-10-23

Como Citar

PISKORSKI, R. A Voz do poema: a phoné e a poiesis no canto sem palavras. DAPesquisa, Florianópolis, v. 7, n. 9, p. 297-307, 2018. DOI: 10.5965/1808312907092012297. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/13963. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Música