Expor para ensinar: pedagogias culturais e reconfiguração do campo da arte afro-brasileira (1988–2025)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/244712671212026e28538

Palavras-chave:

Arte Afro-Brasileira, Pedagogia Cultural, Exposições

Resumo

Este artigo analisa como a produção de autoria negra vem ocupando território no cenário da arte brasileira a partir do estudo comparativo de seis exposições coletivas dedicadas à arte afro-brasileira entre 1988 e 2025. Tomando como marco inicial A Mão Afro-Brasileira (1988), investiga-se a transformação do campo por meio de um banco de dados estruturado com informações sobre artistas (gênero, ano de nascimento, estado de origem e formação). O eixo conceitual central é o de pedagogia cultural (Andrade; Costa), compreendida como o conjunto de práticas e artefatos que produzem aprendizagens, valores e imaginários para além da escola. Nessa perspectiva, exposições e catálogos são entendidos como dispositivos formativos que ensinam modos de ver, interpretar e narrar a presença negra na história da arte brasileira. A análise dialoga ainda com Pierre Bourdieu, no entendimento do campo artístico como espaço de disputas simbólicas, e com autoras como Linda Nochlin e Sueli Carneiro, ao abordar desigualdades de gênero e raça. Os resultados indicam três tendências curatoriais — histórica-genealógica, transição moderna e contemporânea — evidenciando ampliação territorial, pluralização de gênero e consolidação acadêmica. Conclui-se que essas exposições não apenas ampliam visibilidades, mas reconfiguram pedagogicamente os critérios de legitimação e memória que estruturam o sistema artístico brasileiro.

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Biografia do Autor

Francione Oliveira Carvalho, Universidade Federal de Juiz de Fora

Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora onde atua nas Licenciaturas em Artes Visuais e Pedagogia e no Programa de Pós-graduação em Educação - PPGE. Doutor e Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui graduação em Artes Cênicas bacharelado pela Faculdade de Artes do Paraná (1999) com complementação em Dança pelo Curso Permanente de Dança Moderna da UFPR e Licenciatura em Artes pela Belas Artes de SP.Pesquisador no DIVERSITAS Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Universidade de São Paulo onde atua como professor no Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades. É líder do MIRADA - Grupo de Estudo e Pesquisa em Visualidades, Interculturalidade e Formação Docente locado na Faculdade de Educação da UFJF.

José Albio Moreira de Sales, Universidade Estadual do Ceará

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará (1991), licenciatura em Arte e Educação pelo Centro Universitário UniGrande Fortaleza (2013), mestrado em Desenvolvimento Urbano pela Universidade Federal de Pernambuco (1996) e doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (2001), com tese sobre História da Arte e da Cidade. Realizou estágio de pós-doutorado em Ciências da Educação na Universidade do Porto em Portugal (2008/2009), com pesquisa sobre a formação do professor de História da Arte.

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Publicado

15-07-2026

Como Citar

CARVALHO, Francione Oliveira; SALES, José Albio Moreira de. Expor para ensinar: pedagogias culturais e reconfiguração do campo da arte afro-brasileira (1988–2025). Revista Apotheke, Florianópolis, v. 12, n. 1, 2026. DOI: 10.5965/244712671212026e28538. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/apotheke/article/view/28538. Acesso em: 16 jul. 2026.