Os efeitos marginalizadores da heteronormatividade em The boys in the band

Autores

  • Djalma Thürler Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5965/24471267632020128

Palavras-chave:

The boys in the band , teatro gay , culutra do armário

Resumo

O estudo contribui para uma melhor compreensão da história cultural da masculinidade e da sexualidade. Para tanto toma como base a peça de teatro The boys in the band, de Mart Crowley, suas respectivas encenações americanas (1968-2018) e sua versão cinematográfica (2020) para imprimir discussões sobre as subjetividades homossexuais pré-Stonewall, pré-fechação, pré-lacração. Os autores, seguindo as impressões de Tony Adams (2011), levam em conta o papel central que a saída do armário – o segredo homossexual masculino – desempenha na cultura ocidental, mas se afastando da lógica dualista, que obriga o sujeito a sair ou a permanecer no armário, permitindo-lhe vislumbrar a política identitária como sempre aberta, contínua, e nunca totalmente estável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Djalma Thürler, Universidade Federal da Bahia

Especialista em gestão e políticas culturais pela Universidade de Girona (ES), Investigador Pleno do do CULT - Centro de Pesquisa Multidisciplinar em Cultura, da UFBA, Investigador Associado do CLAEC - Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura e Investigador Colaborador do ILCML - Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da Universidade do Porto (Portugal). É diretor artístico e dramaturgo da ATeliê voadOR Companhia de Teatro (http://www.atelievoadorteatro.com.br/). Possui estágio de Pós-Doutoramento em Literatura e Crítica Literária pela PUC São Paulo. É Professor permanente do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade e Professor Associado II do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) da Universidade Federal da Bahia. É Doutor em Letras com estudos nas áreas de Literatura Brasileira e Teatro (UFF), Mestre em Ciência da Arte (UFF) e Bacharel em Artes Cênicas e em Pedagogia, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO). É Coordenador do NuCuS - Núcleo de Pesquisa e Extensão em Cultura e Sexualidade (UFBA) e atual Coordenador Adjunto Acadêmico da Câmara II - Sociais e Humanidades, da Área Interdisciplinar da CAPES.

Referências

ADAMS, T. E. Narrating the Closet An Autoethnography of Same-Sex Attraction. Califórnia: Left Coast Press, 2011.

ARMSTRONG, E. A., & CRAGE, S. M. Movements and Memory: The Making of the Stonewall Myth. American Sociological Review, vol. 71, 2006, p. 724-751.

BERLAND, L.; WARNER, M. Sexo en público. Fractal, n°12, año 3, vol. IV, enero-abril de 1999, p. 91-120.

BESSA, K. Os festivais GLBT de cinema e as mudanças estético-políticas na constituição da subjetividade. Cadernos Pagu, n. 46, nº 28, 2007, p. 257-283.

COLLING, Leandro; ARRUDA, Murilo Souza; NONATO, Murillo Nascimento. Perfechatividades de gênero: a contribuição das fechativas e afeminadas à teoria da performatividade de gênero. Cadernos Pagu [online], n.57, 2019, p. 1-34.

COSTA, R. D. Sociabilidade homoerótica e relações identitárias: o caso do jornal O Snob (Rio de Janeiro, década de 1960). Revista Tempo e Argumento, vol. 2, núm. 2, 2010.

CROWLEY Mart. The boys in the band. FUNARTE/ Centro de Documentação e Pesquisa: Cópia, 1970.

ERIBON, D. Reflões sobre a questão gay. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2008.

GREEN, J. Além do carnaval: a homossexualiudade masculina no Brasil do século XX. São Paulo: UNESP, 2000.

GREEN, J.; POLITO, R. Frescos Trópicos: Fontes sobre a homossexualidade masculina no Brasil (1870-1980). Rio de Janeriro: José Olympio, 2006.

HARRIS, M. Vulture. Disponível em: https://www.vulture.com/article/the-boys-in-the-band- netflix.html. Acesso em 29 de set de 2020.

LOURO, Guacira Lopes. Teoria queer - uma política pós-identitária para a educação. Revista Estudos Feministas, Ano 9, 2º sem., 2001, p. 541-553.

MACRAE, E. A construção da igualdade: política e identidade homossexual no Brasil da abertura. Salvador: EDUFBA, 2018.

MAZUI, G.;CASTILHOS, R.; ORTIZ, D. Bolsonaro diz que decisão do STF sobre homofobia foi ‘completamente equivocada’. Disponível em: G1: https://g1.globo.com/ politica/noticia/2019/06/14/bolsonaro-disse-que-decisao-do-stf-sobre-homofobia-foi- completamente-equivocada.ghtml. 14 de junno de 2019. Acesso: 13 de out de 2020.

MUNIZ, V. Stonewall (2015). In: V. C. (Org.), Direito, Política e Cinema (com spoilers), vol. 2. Porto Alegre: Editora Fi, 2017, p. 107-111.

NEWTON, Esther. Mother Camp: Un estudio de los transformistas femeninos en los Estados Unidos. Madrid: Ed. María José Belbel Bullejos, 2016.

NUNAN, A. Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo. Rio de Janeiro. Editora Caravansarai, 2003.

PIKINGTON, E. The Guardian. Disponívelem: https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2019/ jun/19/stonewall-50th-anniversary-night-that-unleashed-gay-liberation. 19 de jun de 2019. Acesso: 23 de outubro de 2020.

QUINALHA, Renan. O mito fundador de Stonewall: Onde quase tudo começou... In: IGNACIO, Taynah. Tem saída? Perspectivas LGBTI+ sobre o Brasil. Porto Alegre: ZOUK, 2020.

QUINN, D. The Boys in the Band Hits Broadway in an Intoxicating and Starry Production Led by Jim Parsons. Disponível em: https://people.com/theater/the-boys-in-the-band-review/. 01 de jun de 2018. Acesso: 03 de nov de 2020.

SEDGWICK, E. K. A epistemologia do armário. Cadernos Pagu, nº 28, janeiro-junho de 2007, p. 19-54.

STEFFEN, L. Do footing aos afters: vem com a gente fazer uma viagem pela cena noturna LGBT de São Paulo nos últimos 100 anos. Disponível em: Music non stop: https://musicnonstop. uol.com.br/uma-viagem-pela-cena-noturna-lgbt-de-sao-paulo-nos-ultimos-100-anos/. 06 de junho de 2017. Acesso em 13 de nov de 2020.

THÜRLER, D. Beco da OFF: o último que fecha - a rua da diversidade e da “ex-centricidade” ou stonewall inn é aqui. Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 (Anais Eletrônicos), 2013, p. 1-9.

Downloads

Publicado

2021-01-03

Como Citar

THÜRLER, D. Os efeitos marginalizadores da heteronormatividade em The boys in the band. Revista Apotheke, Florianópolis, v. 6, n. 3, 2021. DOI: 10.5965/24471267632020128. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/apotheke/article/view/19048. Acesso em: 5 dez. 2022.