Dossiê: Futuros para a História: Humanidades Digitais,
Submissões até 28 de fevereiro de 2027
Quais histórias são possíveis quando o fenômeno do “digital” irrompe em cena ? Com quem dialogamos quando fazemos história em tempos de Internet ? Ainda somos capazes de apreender algo sobre tempo, acelerações e transições num período em que o presente parece se alargar num continuum atualizador de si ? Estariam em jogo as formas como experienciamos presente, passado e futuro ? Simon e Tamm, sugerem ir mais além questionando sobre outras formas de experienciar o tempo, especialmente no jogo entre (des)continuidades e transições a partir de presente, passado e futuro (Simon; Tamm, 2021). Concomitante às discussões sobre a hipótese de uma nova era geológica e um certo descentramento da espécie humana seja para pensar uma história em dimensões planetárias (Chakrabarty, 2025), bem como para pensar uma agência histórica para além do humano (Domanska, 2024), Bonaldo (2023) fala em uma história mais que humana pensando especialmente a Inteligência Artificial. Sugere que a computação contingente se abre como dimensões de futuros possíveis, ampliando a discussão da técnica para dentro e para fora. Algoritmos não atuam de forma autônoma, são ferramentas criadas e manipuladas por interesses, expectativas e estratégias de agentes sociais. Comunicar histórias, mobilizar saberes e construir coletivamente seriam formas de mobilizar o digital para uma agenda histórica mais agregativa, democrática e tecnológica ? Se as formas de operacionalizar o digital não são necessariamente novas, as questões que guiam historiadores e historiadoras no presente também repousam sobre a hermenêutica da própria prática da operação historiográfica em ambientes digitais (Lucchesi,2020 ; Marino, 2024). Assim, este dossiê sensibilizado com a agenda de discussões científicas em torno do digital, pensando em ampliar diálogos e interlocuções entre os problemas do tempo e das humanidades na contemporaneidade, tem como objetivo ecoar as polifonias interessadas no debate com, a partir e para além da História Digital e das Humanidades Digitais.
Organizadores:
Breno Ampáro (UNESP)
Marcus Vinícius Furtado da Silva Oliveira (UFU)


