Direitos Humanos, reparação e história em espaços de memória na América Latina

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175180313342021e0401

Resumo

Os fatos históricos se expressam no espaço topográfico das cidades, onde capas de memória do passado se sobrepõem e se condensam ao longo do tempo. Ainda que permeados de marcas, muitas vezes os espaços das cidades tornam-se esvaziados de seu significado social, histórico e político em decorrência do ritmo acelerado da vida cotidiana.  Percebe-se que entre o estabelecimento de políticas públicas memoriais visando à celebração e à homenagem, e a divulgação de conteúdos e conhecimento histórico que resulte em uma conscientização dos sujeitos que circulam pelos espaços de memória há uma distância que precisa ser discutida com cuidado. Neste texto buscamos analisar a escolha, preservação e a gestão de espaços de memória relacionados às últimas ditaduras militares na América Latina, e o desafio de “conferir sentido histórico” a esses espaços sob a ótica dos Direitos Humanos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Adrianna setemy, Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Doutora em  História Social pela  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do Mestrado Profissional em Ensino de História - Profhistória, da  Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Referências

CATELA, Ludmila da Silva. Esas memorias... nos pertencen?: riesgos, debates y conflictos en los sítios de memória en torno a los proyectos públicos sobre los usos del pasado reciente em Argentina. Foro “Que es legítimo hacer en los sítios de memória? Núcleo Memoria: [s.n.], 2014.

CATELA, Ludmila da Silva. Memorias em escena: delas micro acciones de memoria a las políticas de Estado em Argentina. In: RELATÓRIO DE PESQUISA PARA A COMISSÃO ESTADUAL DA VERDADE DO RIO DE JANEIRO: políticas públicas de memória para o estado do Rio de Janeiro: pesquisas e ferramentas para a não-repetição. Rio de Janeiro: [s.n.], 2015. p. 321-333.

CONAN, Eric; ROUSSO, Henry. Vichy, un passé qui ne passe pas. Fayard/Pluriel, 2013.

FELD, Claudia. El centro clandestino de detención y sus fronteras: algunas notas sobre testimonios de la experiencia de cautiverio en la ESMA. Recordar para pensar: memoria para la democracia. Santiago de Chile: [s.n.], 2010.

HEYMANN, Luciana. O"devoir de mémoire" na França contemporânea: entre a memória, história, legislação e direitos. Rio de Janeiro: CPDOC, 2006.

IPPDH - INSTITUTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EN DERECHOS HUMANOS MERCOSUL. Principios fundamentales para las políticas públicas sobre sítios de memoria. Buenos Aires: IPPDH, 2012.

JELIN, Elizabeth. Las conmemoraciones: las disputas em las fechas “in-felices”. Madrid: siglo XXI España, 2002. (Memórias de la represión).

JELIN, Elizabeth; LANGLAND, Victoria. Monumentos, memoriales y marcas territoriales. Madrid: Siglo XXI, 2003.

JELIN, Elizabeth. ¿Qué papel cumplen los espacios para la memoria en nuestra sociedad?: recordar para pensar: memoria para la democracia. Santiago de Chile: [s.n.], 2010.

PINTO, Antonio Costa. O passado autoritário e as democracias da Europa do sul. In: MARTINHO, Francisco Carlos Palomanes; PINTO, Antonio Costa. O passado que não passa: a sombra das ditaduras. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2013. p. 24-25

PINTO, Simone Rodrigues. Direito à memória e à verdade: comissões de verdade na América Latina. Revista Debates, Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 128, 2010.

ROUSSO, Henry. La hantise du passé. Paris, Textuel, 1998.

VINYES, Ricard (dir.). Diccionario de La memoria colectiva. Barcelona: Gedisa, 2018.

Downloads

Publicado

2021-12-04

Como Citar

SETEMY, A. Direitos Humanos, reparação e história em espaços de memória na América Latina. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 13, n. 34, p. e0401, 2021. DOI: 10.5965/2175180313342021e0401. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180313342021e0401. Acesso em: 25 maio. 2022.