Recife, metrópole amarga do Regionalismo: misoginia, sexismo e relações de gênero da obra de Mauro Mota (1940-1980)

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DOI:

https://doi.org/10.5965/2175180313332021e0209

Resumo

A projeção como jornalista e poeta possibilitou ao imortal da Academia Brasileira de Letras, Mauro Mota (1911-1984), um testemunho sobre a misoginia e o sexismo hostil da intelectualidade recifense, além de como se davam as relações de gênero no Recife, sobretudo, entre os anos 1940 e 1980, período de nossa análise. O artigo aborda essas representações a partir das poesias do escritor e seus trabalhos enquanto intelectual. Mauro Mota é uma referência do jornalismo pernambucano, tendo atuado no Diario de Pernambuco e com passagens em instituições como o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais e o Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano.

Palavras-chave: Gênero; misoginia; regionalismo; história.

Biografia do Autor

Tércio de Lima Amaral, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Atualmente, cursa Doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É Mestre em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Possui graduações em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), e em História, pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Aline Maria Grego Lins, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap)

Aline Grego possui graduação em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (1981), graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (1985), mestrado em Educação pela Fundação Getúlio Vargas - RJ (1993) e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000). Atualmente é professora Adjunta da Universidade Católica de Pernambuco. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em audiovisual : televisão, história da imprensa, projetos experimentais, comunicação e cidadania, comunicação na escola e produção telejornalística. Autora do livro A Alfabetização do Olhar (1998) e faz parte dos Grupos de Pesquisa de Cultura e Mídia Contemporânea, da Unicap, e do Centro de Estudos em Crítica Genética, da PUC de São Paulo.

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Publicado

2021-08-27

Como Citar

AMARAL, T. de L.; LINS, A. M. G. Recife, metrópole amarga do Regionalismo: misoginia, sexismo e relações de gênero da obra de Mauro Mota (1940-1980). Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 13, n. 33, p. e0209, 2021. DOI: 10.5965/2175180313332021e0209. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180313332021e0209. Acesso em: 19 set. 2021.