A máscara chinesa: notas sobre uso das fontes produzidas pelo aparato repressivo da ditadura militar

Autores

  • Reginaldo Benedito Dias Universidade Estadual de Maringá

Palavras-chave:

Ação Popular Marxista-Leninista, ditadura militar brasileira, Maoísmo no Brasil, esquerda brasileira

Resumo

Este artigo tem o objetivo de  analisar aspectos metodológicos enfrentados pelo historiador na utilização da  documentação produzida pela ditadura militar brasileira relativa aos  agrupamentos de esquerda, que pretendiam promover a luta revolucionária. Por um  lado, destaca-se a estratégia do regime repressivo na produção de uma “verdade”  que legitimasse sua ação; por outro lado, procura-se esmiuçar as estratégias de  resistência dos militantes políticos atingidos pelo aparato repressivo. São  utilizados documentos referentes à organização política Ação Popular Marxista-Leninista.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Reginaldo Benedito Dias, Universidade Estadual de Maringá

Professor de História Contemporânea do Dep. de História da Universidade Estadual de Maringá. Doutor em História Política. Pesquisador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente/UEM 

Referências

ALVES, Maria H. M. Estado e oposição no Brasil: 1964/1984. Petrópolis: Vozes, 1989.

AQUINO, Maria A. No coração das trevas. O Deops/SP visto por dentro. São Paulo: Arquivo do Estado, 2001.

ARANTES, Maria Auxiliadora. Pacto (Re-velado): psicanálise e clandestinidade política. São Paulo: Escuta, 1994.

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Brasil: nunca mais. Petrópolis: Vozes, 1990.

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Perfil dos atingidos. Petrópolis: Vozes, 1987.

CARDOSO, Irene. O arbítrio transfigurado em lei e a tortura política. In: FREIRE, A. ALMADA, I. & PONCE, J.A. de Granville (orgs). Tiradentes, um presídio da ditadura. São Paulo: Scipione, 1997.

CARVALHO, A. A. A lei, ora, a lei... In: FREIRE, A. ALMADA, I. & PONCE, J.A. de Granville (orgs). Tiradentes, um presídio da ditadura. São Paulo: Scipione, 1997.

D’ARAUJO, M. C.; SOARES, G. A. D. & CASTRO, C. Os anos de chumbo: a memória militar sobre a repressão. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994.

DIAS, Reginaldo B. Sob o signo da revolução brasileira: a experiência da Ação Popular no Paraná. Maringá, Eduem, 2003.

DIAS, Reginaldo B. A cruz, a foice e o martelo e a estrela: a renovação e a tradição da esquerda na experiência da Ação Popular. Tese (doutorado) Unesp: Assis, 2004.

FAUSTO, B. Crime e cotidiano. São Paulo: Brasiliense, 1984.

FIGUEIREDO, Lucas. Olho por olho: os livros secretos da ditadura. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009.

FREITAS, Alípio. Resistir é preciso: memória do tempo da vida civil do Brasil. Rio de Janeiro: Record, 1981.

GINZBURG, Carlo. O inquisidor como antropólogo. Revista Brasileira de História. São Paulo: v. 1, n. 21, 1991. p. 9-20.

LUCCA, Derlei Catarina de. No corpo e na alma. Criciúma: Ed. do Autor, 2002.

MANFREDINI, Luis. As moças de Minas. São Paulo: Alfa Omega, 1989.

MATTOS, Marco Aurélio Vannucchi & SEWNSSON JR. W. C. Contra os inimigos da ordem: a repressão política do regime militar brasileiro (1964-1985). Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

MEZAROBA, Glenda. Anistia de 1979. O que restou da lei forjada pelo arbítrio? In: SANTOS, Cecília Macdowell; TELES, Edson & TELES, Janaina de Almeida (orgs). Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil. v. 2. São Paulo: Hucitec, 2009. p. 372-385.

OLIVEIRA JR. Franklin. Paixão e revolução: capítulos sobre a história da AP. 2000 Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

PADRÓS, Enrique Serra. História do tempo presente, ditaduras de segurança nacional e arquivos repressivos. TEMPO E ARGUMENTO. Revista do Programa de Pós-Graduação em História. Florianópolis: UDESC, v. 1, n. 1, jan/jul.2009. p. 30-45.

QUADRILÁTERO. Os arquivos da repressão: do recolhimento ao acesso. Brasília: Arquivo Público do Distrito Federal. v. 1, n. 1, mar./ago. 1998.

REIS FILHO, D.A. & SÁ, J. F.(orgs.) Imagens da revolução: documentos das organizações clandestinas de esquerda nos anos 1961-1971. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1985.

ROCHA, Osvaldo. Rosa negra: os agrestes também verdejam. São Paulo: Livramento, 1980.

SANTOS, Cecília Macdowell; TELES, Edson & TELES, Janaina de Almeida (orgs). Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil. São Paulo: Hucitec, 2009. 2 volumes.

SERGE, Victor. O que todo revolucionário deve saber sobre repressão. São Paulo: Editora Quilombo, s. d.

SOUZA, D. & CHAVES, G. (orgs). Nossa paixão era inventar um novo tempo.34 depoimentos de personalidades sobre a resistência à ditadura militar. Rio de Janeiro: Editora Rosa dos Tempos, 1999.

TAMAS, Elisabete F. B. A tortura em presos políticos e o aparato repressivo militar. Projeto História. Cultura e poder: o golpe de 1964: 40 anos depois. São Paulo: PUC, n. 29, dez. 2004. p. 637-646.

TELES, Janaina (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade. São Paulo: Humanitas, 2001.

WESCHLER, L. Um milagre, um universo: o acerto de contas com os torturadores. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

Downloads

Publicado

2010-06-10

Como Citar

DIAS, Reginaldo Benedito. A máscara chinesa: notas sobre uso das fontes produzidas pelo aparato repressivo da ditadura militar. Revista Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 2, n. 1, p. 153–175, 2010. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/1803. Acesso em: 24 fev. 2024.