Acesso e permanência de estudantes autistas na graduação e pós-graduação das universidades federais do Centro-Oeste brasileiro na graduação e pós-graduação das universidades federais do centro-oeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.5965/19847246272026e0208Palavras-chave:
transtorno do espectro autista, educação superior, inclusão, acesso, políticas educacionaisResumo
A inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Superior brasileira constitui um desafio crítico, refletindo tensões entre avanços normativos e barreiras estruturais que perpetuam desigualdades, especialmente em contextos regionais como o Centro-Oeste. Esse tema ganha relevância diante da crescente demanda por equidade educacional e da sub-representação de populações autista em universidades públicas. O objetivo principal deste estudo foi analisar as políticas e práticas inclusivas para estudantes com TEA nas Universidades Federais UnB, UFG, UFMT e UFMS, com foco nos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs) de 2018 até 2023, estudo esse que é derivado da tese doutoral do autor. Adotou-se uma abordagem documental qualitativa, fundamentada no materialismo histórico-dialético, analisando PDIs, normativas jurídicas e dados do Censo da Educação Superior 2023, com foco nas quatro instituições selecionadas por sua representatividade regional. Os resultados destacam progressos em acessibilidade arquitetônica e pedagógica, liderados por iniciativas como o PAPNE da UnB e o SEAAF da UFMS, que melhoram a retenção, contrastando com lacunas na UFMT, marcada por ausência de ações específicas e maior evasão. A sub-representação de TEA e os efeitos interseccionais de raça e gênero emergem como barreiras estruturais. A conclusão aponta que uma inclusão substantiva exige formação docente continuada, protocolos personalizados e transparência institucional, oferecendo um marco teórico que desafia a mercantilização educacional e orienta políticas transformadoras. Este estudo enriquece o campo da Educação Inclusiva, propondo estratégias acionáveis e abrindo caminhos para abordar populações adultas autistas em contextos acadêmicos.
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