(Des)tecer a casa: o bordado como linguagem subversiva nas obras de Clara Nogueira e Mariana Guimarães

Auteur/ices

DOI :

https://doi.org/10.5965/19847246272026e0103

Mots-clés :

bordado, mulheres artistas, domesticidade, maternidade, sexualidade

Résumé

Este artigo analisa obras das artistas Clara Nogueira e Mariana Guimarães que utilizam o bordado como linguagem para evidenciar questões de gênero como a domesticidade, a maternidade e a sexualidade feminina. A reflexão parte da compreensão das práticas têxteis — em especial, o bordado — como atividades historicamente associadas aos rituais de inculcação da feminilidade e aos processos de socialização das mulheres. Argumenta-se que, nesse contexto, o bordado constitui uma linguagem potente para problematizar as dinâmicas de gênero. Além disso, considerando seu estigma na historiografia da arte, mobiliza-se uma bibliografia crítica que evidencia as desigualdades históricas entre os gêneros artísticos, os quais repercutem na invisibilização das linguagens têxteis. 

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Biographie de l'auteur

  • Anirã Marina de Aguiar Casali Dias, Universidade Federal de Juiz de Fora

    Doutorando em Poéticas Visuais na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Mestre em Artes, Cultura e Linguagens pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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Publiée

2026-08-29

Numéro

Rubrique

Dossiê 2026/1 "Nossos corpos também são pátria. Artes, territórios e corporeidade"

Comment citer

(Des)tecer a casa: o bordado como linguagem subversiva nas obras de Clara Nogueira e Mariana Guimarães. PerCursos, v. 27, p. e0103, 29 août2026.