Saberes emergidos na pandemia: o caso do Coletivo Brasileiro de Trombonistas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2525530407022022e0104

Palavras-chave:

Trombone, Ecologia dos Saberes, Pandemia Intelectual, Música na pandemia

Resumo

Partindo da realização do I Seminário Virtual de Trombone, promovido pelo Coletivo Brasileiro de Trombonistas (CBT) em plena pandemia, este artigo é uma proposta de reflexão sobre a percepção das transformações operadas nas cartografias do saber em tempos de pandemia. Como marco teórico, utiliza-se o conceito de pandemia intelectual e propõem-se ferramentas conceituais para a realização de alguns deslocamentos necessários para uma Ecologia de Saberes. O objetivo é entender como se desenvolvem, em contextos de isolamento, os processos de constituição de saberes, à luz do caso particular do CBT. Esta pesquisa apontou para o questionamento sobre como a lógica da pandemia intelectual em curso se articula com a constituição de saberes em trânsitos virtuais. A análise dos testemunhos conseguidos possibilitou a definição de 8 categorias principais de análise e a construção de uma cartografia social do que emergiu, que nos encaminhou rumo às respostas para as perguntas levantadas neste estudo.

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Biografia do Autor

Klênio Barros, Professor de Expressão Musical pela Câmara Municipal de Ílhavo (Portugal)

Performer Norte-Rio-Grandense e atuante nas vertentes artísticas e acadêmicas do Brasil e em Portugal. É doutor e mestre em Música pela Universidade de Aveiro (Portugal), com ênfase na área da Etnomusicologia. Pós-graduado em Música ¾ Práticas Interpretativas do século XX e XXI ¾ pela UFRN. Desenvolveu atividade docente na UFRN, na área de Trombone e Música de Câmara. Atualmente, é professor de Expressão Musical pela Câmara Municipal de Ílhavo (Portugal).

Samuel Barros, Universidade de Aveiro

Doutorando em Música pela Universidade de Aveiro. Desenvolve pesquisas na área da psicologia da música no contexto da educação e ensino. É pesquisador associado ao INET-md (Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança) e bolsista de doutorado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Como trombonista, toca em orquestras de tipos variados, em grupos de música de câmara e música brasileira, atuando também no processo de ensino e aprendizado do instrumento.

Antonio Seixas, Universidade de Aveiro

É doutor em Memória Social, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em
Musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Bacharel em Administração de Empresas,
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É também trombonista na Fundação Orquestra Sinfônica
Brasileira e diretor artístico titular na Banda Filarmônica do Rio de Janeiro.

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Publicado

2022-08-11

Como Citar

BARROS, K. J. de M.; BARROS NETO, S. de F.; OLIVEIRA, A. H. S. . Saberes emergidos na pandemia: o caso do Coletivo Brasileiro de Trombonistas. Orfeu, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. e0104, 2022. DOI: 10.5965/2525530407022022e0104. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/orfeu/article/view/21952. Acesso em: 6 out. 2022.