Depois de tudo, ainda existe a escola e a escola é o mundo
DOI:
https://doi.org/10.5965/Palavras-chave:
Educação, Afeto, Hélio OiticicaResumo
Este relato parte do reconhecimento dos fracassos vividos no cotidiano escolar como disparadores para refletir sobre a prática docente diante de um sistema que desumaniza. A partir de situações‑limite em sala de aula, articulam‑se memórias de uma educação humanista vivenciada em um CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente) e diálogos com a obra de Hélio Oiticica, especialmente os conceitos de “parangolé” e “o museu é o mundo”, para pensar uma reinvenção da prática pedagógica. O afeto, a escuta e a improvisação são apresentados como ferramentas políticas de resistência. Conclui‑se que a escola, para manter‑se viva, precisa habitar o caos do mundo, acolhendo sua complexidade como matéria‑prima da educação.
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