EXPERIÊNCIA DE ARTE E MOVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.5965/235809253012026e0002Palavras-chave:
Educação infantil, Oficina Parangolé, ArtografiaResumo
O artigo analisa a integração da arte contemporânea na Educação Infantil por meio da Oficina Parangolé, inspirada na obra de Hélio Oiticica, desenvolvida no contexto de uma vivência acadêmica vinculada à formação docente inicial. Fundamentada na concepção de arte como experiência, de John Dewey (2010), e na abordagem da Artografia, proposta por Dias e Irwin (2023), a pesquisa adota uma metodologia qualitativa, de natureza interventiva, ancorada na pesquisa-ação. A oficina utilizou materiais não convencionais e o movimento corporal como elementos centrais do processo criativo, valorizando a livre expressão, a experimentação estética e o protagonismo infantil. Os procedimentos metodológicos incluíram observação participante, registros em diário de campo, documentação fotográfica e relatos reflexivos, permitindo analisar as interações das crianças com os materiais, o corpo e o espaço. Os resultados indicam que as crianças passaram a explorar os materiais de maneira autoral e não prevista inicialmente, produzindo fantasias, acessórios e composições corporais próprias. A experiência também evidenciou contribuições para a formação docente ao reforçar práticas pedagógicas fundamentadas na mediação sensível, na escuta e na valorização da experimentação estética. O estudo destaca as potencialidades da arte contemporânea na Educação Infantil ao favorecer processos de corporeidade, imaginação e criação, ampliando as possibilidades de ensino da arte no contexto escolar.
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