Teatro com a floresta: um trajeto

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DOI :

https://doi.org/10.5965/2595034702252021070

Mots-clés :

Floresta, Huni kuĩ, teatro, arte relacional

Résumé

Este é um relato de experiência sobre uma trajetória de aproximação ao povo Huni kuĩ pelo viés da estética relacional, com o objetivo de suprir uma escassez dos saberes tradicionais nos espaços formais de educação. Para enriquecer o encontro de alteridades, houve o processo reflexivo “Teatro com a floresta”, visando potencializar o acontecimento teatral pelo viés ecológico. Três eixos emergiram desse processo: o público, a socialidade e o espaço. Como meio prático dessa busca foram utilizados o teatro de João Redondo e o teatro de Lambe-Lambe dentro do ambiente tradicional da comunidade, a floresta. Os principais autores utilizados foram: Nicolas Bourriaud (2009), André Carreira (2009, 2013), Els Lagrou (2002, 2010) e Fritjof Capra (1997).

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Biographies des auteurs

  • Vitor Ribeiro do Valle, Cyathus Teatro de Animação

    Vitor possui formações tanto na área da agricultura, quanto da arte. Essa intersecção o levou aos espaços da rua, do campo, e da floresta, onde vivenciou a diversidade estética da cultura tradicional, e seus componentes, cantos, danças, adereços, bonecos, poesias, rituais, agricultura, paisagens etc... É graduado em agronomia pela Universidade Federal de Santa Catarina e em artes cênicas pela Universidade Federal do Acre. Atuou no Coletivo Peabiru Teatro, de Florianópolis-SC, e no grupo Tropa Mamulungu, de Rio Branco-AC. Atualmente faz parte do grupo Cyathus Teatro de Animação, sediado em Nova Veneza-SC e é colaborador do espaço de residência artística Vale Arvoredo, localizado em Morro Reuter-RS, além de ser cafeicultor agroecológico em Minas Gerais.

  • Flávio da Conceição, Universidade Federal do Acre

    Flávio é Professor efetivo da UFAC. Doutor em Artes Cênicas pela UNIRIO, mestre em Ciência da Arte pela UFF, possui graduação em Pedagogia e licenciatura em Teatro. Foi membro da equipe de curingas (pedagogo social) do Centro de Teatro do Oprimido onde trabalhou diretamente com Augusto Boal desde 2001 até 2009. Um dos idealizadores e membro do GESTO - Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido vinculado ao NEPAA - Núcleo de estudos das Performances Afro Ameríndias UNIRIO.

  • Joaquim Paulo de Lima Kaxinawa, Universidade Federal do Acre

    Integrante do povo Huni kuĩ do território Praia da Carapanã, no município de Tarauacá-AC. Formado em Ciências Sociais na Universidade Estadual de Mato Grosso –UNEMT. Fez mestrado e doutorado em linguística na UnB. Atualmente é pós-doutorando em Linguagem e identidade na UFAC.  Secretario da Federação do povo Huni kuĩ do Estado do Acre, coordenador de educação escolar Huni kuĩ, membro do Laboratório da Interculturalidade – LABNTER, defensor e pesquisador da língua e cultura do povo Huni kuĩ.

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Publiée

2021-12-18

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Comment citer

Teatro com a floresta: um trajeto. Móin-Móin - Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas, v. 2, n. 25, p. 70–89, 18 déc.2021.