Por trás da máscara: transculturalidade em Vsevolod Meierhold e Jacques Lecoq

Autores

  • Erico José Souza de Oliveira Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5965/1808312909122014003

Palavras-chave:

Transculturalidade, Vsevolod Meierhold, Jacques Lecoq, Máscara, Teatro contemporâneo

Resumo

Este artigo discute as relações transculturais existentes no seio de um processo cênico-pedagógico, tanto no tocante ao trabalho do encenador quanto no do atuante. Tendo como referências centrais as propostas pedagógicas de dois grandes mestres da história do teatro: Vsevolod Meierhold e Jacques Lecoq, analiso a importância da máscara enquanto elemento potencializador de processos criativos para a cena no teatro contemporâneo. Para refletir sobre tal tema, apoio-me na constatação preliminar de que, para estes dois encenadores-pedagogos, o interesse sobre o elemento máscara ultrapassa em muito uma visão utilitária do objeto, como mero mecanismo de revivescência de tradições teatrais deslocadas de seu contexto sociocultural, e promulga uma forma de pensar-fazer teatro que se ousa chamar aqui de máscara potencial, isto é, um pensar sobre a máscara como ideia silogística e lugar de metamorfoses e hibridismos cênicos.

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Biografia do Autor

Erico José Souza de Oliveira, Universidade Federal da Bahia

Prof. Dr. da Escola de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, Autor, Ator, Encenador, Iluminador teatral, Bailarino Popular e Produtor Cultural. Iniciou suas atividades teatrais em 1990, como ator. Atuou em “A farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente, “Fedra”, de Racine, “O auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, “Jesus-Homem”, de Plínio Marcus, “O dia de Alan”, de Vladmir Capella, “As incríveis aventuras do Barão de Langsdorff”, de Sidnei Cruz, entre outras. Dirigiu os espetáculos “O Público”, de Federico Garcia Lorca, “Senhora dos Afogados” e “Álbum de Família”, ambas de Nelson Rodrigues, “João, o venturoso”, de Bertolt Brecht, “Malassombro”, de Ronaldo Correia de Brito, “A inconveniência de ter coragem”, de Ariano Suassuna, “Os três coroados”, de Luiz Felipe Botelho, “Propriedade Condenada” de Tennesse Williams, entre outras.  Cursou Iniciação à Biomecânica Teatral de Meierhold, com Alexei Levinsk (Belo Horizonte-Brasil), Butô, com Juju Aishima (Paris-França), Biomecânica Teatral de Meierhold, com Genadi Boganov (Perúgia-Itália). Fez pós-doutorado na Universidade Paris 3-Sorbonne Nouvelle (Paris-França), sob orientação da Profa. Béatrice Picon-Vallin e estágio de doutoramento na Universidade Paris X (Nanterre-França), sob orientação da Profa. Idelette Muzart. Coordenador do Grupo de Pesquisa em Encenação Contemporânea (G-PEC), filiado ao CNPq. Coordenador do Projeto de Pesquisa e Extensão Propriedade Condenada: processo de encenação e formação do ator. Membro e produtor do Coletivo Livre de Espetáculos (COLE). Produtor da Cia. Buffa de Teatro, de 2002 a 2011.

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Publicado

2014-12-04

Como Citar

Oliveira, E. J. S. de. (2014). Por trás da máscara: transculturalidade em Vsevolod Meierhold e Jacques Lecoq. DAPesquisa, 9(12), 03 - 16. https://doi.org/10.5965/1808312909122014003

Edição

Seção

Artigos