Artifícios e artefatos entre memória e história

Luiz Felipe Falcão

Resumo


Este artigo pretende discutir ideias, ações e experiências de pessoas identificadas como “de esquerda” por elas mesmas e também por seus oponentes, ou mais precisamente como “nova esquerda”, como proposto por vários estudiosos, para distingui-las dos grupos comunistas de formação tradicional (estalinistas, trotskistas, etc.) já atuando nas décadas precedentes, que tiveram destaque na resistência à ditadura civil-militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, em particular apoiando lutas por melhores condições de vida e de trabalho, bem como por liberdades em geral, aproveitando para isto documentos produzidos por elas encontrados em fundos públicos ou privados. Em especial, o texto focaliza a participação destas esquerdas em sindicatos e movimentos sociais, e em organizações da sociedade civil e mesmo em instâncias institucionais, sempre em disputa com as oposições liberais e populistas, com o objetivo de entender a relevância ou não desta participação e, sobretudo, as possíveis influências que exerceram nos rumos assumidos pelo Brasil contemporâneo, uma vez que muitos de seus membros estavam sintonizados com as críticas da falta de independência das mobilizações e organizações das classes subalternas, com a importância da luta das mulheres e das minorias sociais por direitos, o que pode ter emprestado características peculiares ao processo de democratização do País.

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