DIVIDEND YIELD: IGC VERSUS IBOV

Vinicius Barreto De Alencar, Ronaldo Schimidt Gonçalves de Almeida, Luiz Medeiros de Araujo Neto, Mariana Rodarte do Amaral, Eduardo Bona Safe de Matos

Resumo


Em meio aos Conflitos de Agência, os quais analisam custos resultantes da ramificação entre a propriedade e o controle de capital, surgem as práticas de governança corporativa. Perante isso, alguns órgãos passaram a atuar com o intuito de estimular boas práticas e garantir direitos mínimos aos acionistas minoritários. Há afirmações de que ações cotadas no Índice de Governança Corporativa (IGC) teriam uma distribuição diferenciada em relação aos dividendos das ações cotadas no Índice Bovespa (IBOV), sendo os dividendos maiores nas ações de empresas com boas práticas de governança corporativa. O objetivo do presente trabalho foi verificar se as empresas componentes do IGC distribuíram dividendos de forma diferenciada e se esses dividendos são maiores que empresas componentes do IBOV. O estudo se justifica pelo fato de que, atualmente, há volumes bilionários em negociações diárias na BM&FBovespa, ambiente em que a decisão de investimento deve sofrer influência dos indicadores de governança. Para a análise, foram coletadas as carteiras teóricas do ano de 2006 para ambos os índices. Foi utilizado como proxy a média ponderada dos dividend yields de cada ação tendo, como ponderação, o peso de tais ações dentro dos índices. Em seguida, realizou-se uma análise descritiva dos dados, seguido por teste de média entre as ponderações dos dividend yields dos índices. Foram encontrados maiores dividend yield para o IBOV, entretanto, concluiu-se no teste de média que não há diferença entre as distribuições de dividendos. Fica a evidência de que práticas de governança corporativa não implicam em melhores distribuições de dividendos.


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