A iconografia bizantina do Período Medieval: percepções acerca das imagens religiosas para a pesquisa de História

Paulo Augusto Tamanini

Resumo


Inquietações a respeito da cultura do Período Medieval levaram Jean-Claude Schmitt, Jean Pierre Vernant, Serge Gruzinski e Marc Augé a abordar os registros visuais em uma perspectiva antropológica, mesmo quando estas estivessem contíguas a temas tão caros à Historiografia. Este artigo objetiva compreender a cultura imagética bizantina do Período Medieval, para além do campo de conhecimento teologal, observando os ícones como fontes de pesquisa que problematizam temáticas tão caras à História. Para tanto, analisa o ícone da Θεοτόκος (Mãe de Deus), procurando identificar para além das justificativas das formas, cores e composição da figura, o modo de os cristãos bizantinos perceberem-se em um tempo em que o religioso direcionava mentalidades, comportamentos e crenças. Cerca-se para isso, de autores que credenciam às imagens religiosas do Período Medieval a certificação de fontes plausíveis para a pertinente problematização historiográfica. Pensado como artefato documental e uma forma de representação, verifica-se como o ícone auxilia na compreensão dos comportamentos dos herdeiros da cultura religiosa bizantina (gregos e eslavos), imigrados para o Brasil, a partir da Proclamação da República e final das duas Grandes Guerras. 

 

Palavras-chave: Ícones Bizantinos. Θεοτόκος. Historiografia. Arte Bizantina

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.5965/1984724619402018348