CHAMADA DE TRABALHOS PALÍNDROMO 20 PRORROGADA

Como pensar as possíveis plataformas exibitivas das artes no contexto da cultura digital? 

O crítico Hans Ulrich Obrist em conversa aberta ao público com o artista argentino Guillermo Kuitca, perguntou se não era possível reinventar novas plataformas que fugissem da normativa galeria-museu.  O encontro aconteceu dia 5 de novembro de 2017, como parte da programação da La Noche de los Museos, promovido pelo Art Basel City Buenos Aires. O painel intitulado: Lo que siempre quiseste saber acerca del coleccionismo pero nunca animaste a preguntar  adiantava que a conversa giraria em torno do colecionismo, artistas e seus colegas, patronos, instituições e seus desvios. É possível buscar a legitimação/inserção como artista dentro do sistema das artes sem passar pelo colecionismo? Se sim, quais são as plataformas? No encontro do dia anterior entre Alec Oxenford e Marc Spiegler, Como a tecnologia impacta o futuro do mundo das artes foi discutido o poder do usuário que através de aplicativos das redes sociais influi na valoração  e divulgacão de obras de arte. A digitalização das obras dos museus permitiriam maior acesso do público do que as exposições presenciais. A tecnologia modificaria a percepção espacial e temporal, a sensorialidade como um todo, e imporia novos formatos e formas de usufruir. Talvez por não ser facilmente colecionável à Arte Digital, equivocadamente, foi atribuído apenas a vantagem de ser facilmente reproduzida, uma segunda cópia de um possível original. Com a exceção da música, que digitalizada tem sua distribuição indiscutivelmente expandida,  a corporalidade e integridade física das obras seria adulterada implicando a perda da “alma da arte”. Este argumento anula qualquer outra mídia  e suas plataformas exibitivas.  

 

É preciso reinventar não somente as formas de criação, produção, apresentação e de divulgação, considerar os imateriais como a própria matéria prima.  Inserindo, não somente os espaços físicos, mas também as publicações em papel e online como plataformas  exibitivas e constitutivas da arte.

A Revista Palíndromo possui Qualis B1 na área de Artes e recebe artigos relacionados ao tema até o dia 28 de fevereiro de 2018.

Também recebe trabalhos em fluxo contínuo relacionados ao campo de pesquisa de Artes Visuais emProcessos Artísticos Contemporâneos, Ensino de Arte e Teoria e História da Arte.

Podem ser publicados Artigos em Sessão temática e Sessão aberta, Resenhas, Entrevistas e Proposições, registros e relatos artísticos relevantes para a área.

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